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terça-feira, 22 de julho de 2014

Museus de Lisboa vão marcar presença nas estações de metro

Criar condições óptimas para levar os turistas aos oito museus existentes no percurso das Amoreiras ao Chiado é o objectivo de uma parceria que vai ser assinada, em breve, entre o Metropolitano de Lisboa e esses museus, alguns dos quais se situam em ruas e vielas estreitas e tortuosas, de acesso difícil.
Os museus envolvidos – Museu Arqueológico do Carmo, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Museu da Farmácia, Museu Nacional da História Natural e da Ciência, Museu Geológico, Museu da Água da EPAL-Reservatório da Mãe d’Água e Reservatório da Patriarcal, Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva e Museu de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – fazem parte, desde Setembro de 2013, de um projecto conjunto, designado por Passeios com Arte e Ciência – das Amoreiras ao Chiado, ao abrigo do qual quem comprar um ingresso a preço normal para um dos museus aderentes terá direito a um desconto de vinte por cento, válido por três dias, em todos os restantes.
A parceria agora estabelecida pretende divulgar os Passeios com Arte e Ciência entre os utilizadores do metropolitano. Tendo esse objectivo em vista, foram encontradas afinidades temáticas entre as estações de metro e os oito museus existentes entre as Amoreiras e o Chiado: o pólo da Patriarcal do Museu da EPAL fica ligado à estação do Terreiro do Paço, dadas as semelhanças arquitectónicas. Na estação do Rato, haverá chamadas de atenção para o Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva (situado no Jardim das Amoreiras), estando os dois artistas já evocados na estação, através de dois bustos que os representam.
A ligar o Museu do Carmo, no largo do mesmo nome, e a estação do Martim Moniz estará o imaginário medieval e os heróis da história de Lisboa, Martim Moniz na estação e Nuno Álvares Pereira no Convento do Carmo. Entre o Museu da Farmácia, na Rua Marechal Saldanha, junto a Santa Catarina, e a estação do Marquês de Pombal – cujo átrio principal está decorado com azulejos da pintora Menez, alusivos ao século XVIII português e à acção do marquês – haverá um nexo, o movimento iluminista e o desenvolvimento da ciência farmacêutica.
Graffitis de fósseis, numa das paredes da estação de Entrecampos, e a representação de algo que se assemelha ao Big Bang, na outra, estabelecem a ligação com o acervo do Museu Geológico, na Rua da Academia das Ciências. Na estação do Jardim Zoológico, o tema “jardim” remete para o Museu Nacional da História Natural e da Ciência.
A pintura de Nadir Afonso, que decora a estação dos Restauradores, estabelece o nexo com o Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, onde aquele artista está representado. A ligação do Museu de São Roque, adjacente à Igreja do mesmo nome, fundada por jesuítas, missionários no Oriente, será com a estação do Parque, que evoca os Descobrimentos.
Ao abrigo do protocolo que vai ser assinado com o Metropolitano de Lisboa, será possível marcar visitas guiadas por técnicos de cada museu, com início numa estação de metro e que terminam no museu ao qual essa estação está ligada. Subjacente a esta iniciativa, está a afirmação do Metropolitano de Lisboa como museu de arte moderna e contemporânea.
Um módulo expositivo com informações sobre os Passeios com Arte e Ciência, o acervo dos museus envolvidos e ainda um mapa indicando a forma de lá chegar, irá circular pelas estações de metro com maior número de utilizadores e mais frequentadas por turistas. O módulo estará na estação de Entrecampos, entre 1 e 28 de Julho. No Aeroporto, entre 28 de Julho e 25 de Agosto. Na Alameda, entre 25 de Agosto e 29 de Setembro. No Marquês de Pombal, entre 29 de Setembro e 27 de Outubro. No Cais do Sodré, entre 27 de Outubro e 24 de Novembro. Na Baixa-Chiado, entre 24 de Novembro e 5 de Janeiro. No Rato, entre 5 e 30 de Janeiro, na Amadora-Este, entre 30 de Janeiro e 27 de Fevereiro. E em Odivelas, entre 27 de Fevereiro e 27 de Março.
Deste modo, quem se deslocar em Lisboa, usando o metropolitano, irá perceber que, em locais menos acessíveis da cidade, existe um acervo riquíssimo e variado, abrangendo várias áreas, da história às belas-artes, passando pela história da arte e da ciência. Os colaboradores e reformados do metro terão acesso gratuito aos oito museus envolvidos nos Passeios com Arte e Ciência durante o mês de Dezembro, para assinalar o aniversário do Metropolitano de Lisboa.
Texto: Isabel Braga/ ocorvo.pt

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Lisboa: Estação de metro entre as mais 'cool' do mundo


Num artigo publicado esta segunda-feira, o The Huffington Post elegeu as 20 estações de metro mais 'cool' do mundo. A estação das Olaias, em Lisboa, figura na lista ao lado de estações como a de Nova Iorque e da Coreia do Norte.
Segundo Jimmy Im, jornalista que assina a peça, mais do que locais de passagem entre viagens, a lista abarca "verdadeiras exposições públicas de arte e arquitetura." 
O jornalista fala da estação de Lisboa como "colorida e excêntrica (...) com azulejos de várias cores, imponentes colunas e mosaicos intrincados." O projeto foi desenhado pelo arquiteto Tomás Taveira, em conjunto com artistas plásticos, como Pedro Cabrita Reis e Rui Sanchez. 
A estação das Olaias fica na linha vermelha da rede do Metropolitano de Lisboa, tendo sido inaugurada em maio de 1998. Em 2012, um artigo da Impact Your World, da CNN, já a tinha eleito como uma das estações mais belas da Europa. 
Agora, neste artigo do jornal norte-americano, a estação das Olaias surge ao lado das estações de Chicago, Munique, Nápoles, Moscovo, entre outras.