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segunda-feira, 29 de outubro de 2018

“Camões dá que falar” com Pilar del Río


O Camões, I.P. convida para a próxima sessão do ciclo de conversas “Camões dá que falar”, que terá lugar no dia 5 de novembro de 2018, pelas 18h00, no Auditório do Camões, I.P., e conta com Pilar del Río como oradora convidada.
Esta sessão especial do “Camões dá que falar” será dedicada à publicação do “Último caderno de Lanzarote”, diário de José Saramago referente ao ano de 1998.
Pilar del Río (Sevilla, 1950) é jornalista e tradutora do português para o espanhol. Desenvolveu a sua atividade profissional na Radio Nacional de España, TVE e Cadena SER. Colaborou com a imprensa escrita em Espanha e Portugal. Ativista dos Direitos e dos Deveres Humanos, preside à Fundação José Saramago, que procura, partindo da intervenção social, um meio ambiente mais justo e limpo no qual se possa ler em paz.
Tema: “Último caderno de Lanzarote” - diário de José Saramago referente ao ano de 1998
Local: Auditório Camões, Rua Rodrigues Sampaio, 113, Lisboa

Entrada livre
Sobre o Camões dá que falar
Com um orador convidado por mês, o Camões abre as suas portas à sociedade civil e pretende tornar-se palco de discussões e debates, num registo informal e inclusivo, de modo a estimular a troca de ideias com a participação ativa da audiência.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O DIA EM QUE SARAMAGO GANHOU O NOBEL

Foi há 20 anos que José Saramago fez com que todos os portugueses crescessem três centímetros, isto nas palavras do próprio. Em causa a conquista do Nobel da Literatura, o mais celebrado prémio literário do mundo, por parte de um homem de origens humildes, que não o esperava e que nunca deixou que a fama lhe alterasse as convicções.

Quinta-feira, 8 de outubro de 1998. No aeroporto de Frankfurt, ao final da manhã, um homem aguarda sozinho a hora de embarcar no avião que o conduzirá a Madrid e, posteriormente, à ilha espanhola de Lanzarote. Acaba de deixar a Feira do Livro local e está pronto para voltar a casa. Não lhe passa pela cabeça que está a ser procurado.

“Senhor José Saramago”, chama uma voz de mulher pelo altifalante na sala de embarque. O sobressalto leva a que uma hospedeira se aproxime: “É o senhor?” E continua: “É que está aqui uma jornalista que quer falar consigo. O senhor ganhou o prémio Nobel!”

As grandes novidades da vida chegam-nos muitas vezes nas ocasiões mais triviais. E é assim, sem protocolos ou formalidades, que José Saramago recebe a notícia de que é o primeiro escritor de língua portuguesa a vencer o prestigiante Nobel da Literatura. A Academia Sueca elogia-lhe as “parábolas portadoras de imaginação, compaixão e ironia” com que torna “constantemente compreensível uma realidade fugidia”.

Mas não é nisso que pensa. É em Pilar del Río, a mulher. Sente-se triste por não estar com ela naquele momento. E dá-se conta, como há de recordar depois, que “a alegria, se se está sozinho, é nada”.

Ao telefone, Zeferino Coelho, o editor, pede-lhe que retorne à feira. Saramago recusa, quer voltar imediatamente para junto de Pilar, mas o editor insiste e lá o consegue convencer. Encaminham-no para a saída por um imenso corredor, completamente deserto.

“Não me lembro de nenhum outro momento da minha vida em que tenha sentido isto: a solidão agressiva”, diz anos mais tarde. “Estava ali sozinho, um senhor com a sua gabardina e a sua malinha, com a qual tinha ido a Frankfurt por dois dias para uma conferência, e voltava um senhor cuja vida tinha mudado totalmente nesse instante.”

Enquanto caminha, resmunga para si próprio: “Tenho o Nobel, e o quê?”

“COMO É QUE ISTO ME ACONTECEU A MIM?”


Quinta-feira, 10 de dezembro de 1998. Num banquete de gala, em Estocolmo, José Saramago ergue-se para proferir um discurso. Os dois meses após o anúncio da conquista do Nobel foram um corrupio de entrevistas e declarações públicas.

“Tenho a consciência de que não nasci para isto”, revelou numa dessas ocasiões. “É assombroso porque, cada vez que acontece algo, neste caso o Nobel, pergunto-me se aquilo que fiz ao longo da vida deu para construir uma obra que chega a merecer o mais célebre prémio literário do mundo. Como é que isto me aconteceu a mim? Uma pergunta para a qual, honestamente, não tenho resposta.”

Como poderia não ser uma surpresa para o escritor português? “Nasci numa família de gente muito pobre, camponesa e analfabeta, numa casa onde não havia livros e em circunstâncias económicas que não me teriam permitido entrar na universidade”, disse noutra entrevista. “Nada prometia um prémio Nobel.” E, no entanto, ganhou-o.

Desde o primeiro momento, no aeroporto de Frankfurt, até subir ao pódio para receber o galardão, Saramago passou o tempo a garantir que este não haveria de o mudar enquanto homem e escritor.

“Este prémio Nobel vai continuar a ser quem é, participando como até aqui, com intervenções como até aqui, naquilo que considerar útil, indispensável e necessário”, explicou quando chegou a Lisboa. “Não assumirei o prémio Nobel como uma ‘miss’ de beleza que tem de ser exibida em toda a parte. Não aspiro a esses tronos, nem poderia, claro.”

E acrescentou: “O homem é o mesmo e continuará a escrever.”

Ao discursar no banquete de gala, com os olhos do mundo postos nele, Saramago prova a verdade das suas palavras ao decidir falar a maior parte do tempo sobre o não cumprimento integral da Declaração Universal dos Direitos Humanos no mundo. Agradece, por fim, aos editores, tradutores e leitores. Termina com o elogio a todos os escritores portugueses e de língua portuguesa: “É por eles que as nossas literaturas existem. Eu sou apenas mais um que a eles se veio juntar. Disse que não nasci para isto, mas isto foi-me dado. Bem hajam, portanto.”

UM NOBEL 
QUE PECA 
POR TARDIO

“Ai, sou um ladrão! Roubei-te o Nobel da Literatura. Perdoa, mas no ano que vem tu vais tê-lo.” Foi esta a mensagem que o italiano Dario Fo deixou a José Saramago no dia 9 de outubro de 1997, depois de ser anunciado vencedor do galardão. O português era apontado como o principal favorito ao Nobel, isto depois de ter passado parte do ano a percorrer a Suécia, convidado por uma agência publicitária local. Houve inclusive quem, no ano seguinte, tenha apontado a sua vitória como resultado desta espécie de golpe publicitário. A maior parte, porém, considerou que a distinção apenas pecou por tardia e o crítico americano Harold Bloom chegou a dizer que “entre os mais recentes, o único Nobel bem atribuído foi o de Saramago, que o honrou mais do que o prémio o honrou a ele”.
Por: Tiago Matos
Ilustração: Gonçalo Viana
Fonte: http://www.revistaestante.fnac.pt/dia-saramago-ganhou-nobel/?fbclid=IwAR2ESmmF4F3MXBkiHsiPPiWmRviGYFw51OQoWGx-c8VLL31KIPBZ6N0nowI

terça-feira, 26 de junho de 2018

O Ano da Morte de Ricardo Reis

Para quem ainda não teve oportunidade:

A fechar o primeiro ano de apresentações de «O Ano da Morte de Ricardo Reis» no Palácio de Mafra, o Grupo Éter vem à Fundação José Saramago apresentar o espetáculo que parte do romance de José Saramago.
A apresentação será no dia 27 de junho, quarta-feira, pelas 18h30. Bilhete a 8,00 €, disponíveis na Fundação José Saramago – Casa dos Bicos.

Mais informações:
Classificação etária: Maiores de 12 anos
Duração aproximada: 90 minutos
SINOPSE
No espetáculo “O Ano da Morte de Ricardo Reis” tem lugar de destaque a personagem Saramago, ora como autor, ora como narrador. Neste sentido, evidencia-se como ficção sobre ficção sobre ficção: ficção de Saramago sobre Ricardo Reis, este por sua vez um ser de ficção construído por Pessoa. O que pensará Saramago sobre Ricardo Reis?
Um labirinto de palavras, imagens e representações que espelham Portugal entre a primeira e a segunda guerras mundiais, bem como a visão de José Saramago sobre Ricardo Reis.
FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto: José Saramago;
Adaptação Dramatúrgica: Filomena Oliveira e Miguel Real;
Encenação: Filomena Oliveira;
Música Original e Orgânica Sonora: David Martins;
Interpretação:
(Saramago) Hugo Bettencourt ou António Mortágua;
(Pessoa) Miguel Mendes;
(Ricardo Reis) Rogério Jacques;
(Lídia) Leonor Cabral ou Suzana Branco;
(Marcenda) Sara Rio Frio;
Vídeo: Barnabé Freixo
Operação Técnica: David Martins, Nuno Gomes, Barnabé Freixo ou Pedro Florentino
Design: Rafael Galhardas
Produção: ÉTER – Produção Cultural​

quarta-feira, 18 de junho de 2014

O HOMEM DUPLICADO - Trailer Oficial Português

O HOMEM DUPLICADO, adaptação do livro de José Saramago, Prémio Nobel da Literatura, estreia a 19 de junho em Portugal e no Brasil.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dia do Astronauta


"...são os sonhos que seguram o mundo da sua órbita"


Memorial do Convento
 



“ De tão longe chegaram essas estrelas, vindas do céu, caídas no mar.
Aqui ficaram, distraídas a navegar.”
Assinaturas
um passeio poético pela calçada portuguesa

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

«A Noite», de José Saramago, no Teatro da Trindade

De 7 de novembro a 29 de dezembro, o palco do Teatro da Trindade recebe a peça de teatro A Noite, de José Saramago. Escrito em 1979, este é o primeiro texto de José Saramago escrito para teatro.
Os portadores de bilhetes para o espetáculo têm 20% de entrada na Casa dos Bicos. Os portadores de bilhete de entrada na Casa dos Bicos têm o mesmo desconto na compra do bilhete para o espetáculo.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Relembrar Prémio Nobel da Literatura

Também na Casa dos Bicos se assinala a partir de hoje o 15.º aniversário do anúncio da atribuição do Prémio Nobel a José Saramago!

8 de outubro, Saramago torna-se no primeiro autor de Língua Portuguesa a ganhar o Nobel. "Neste dia, em 1998, José Saramago conquistou o Prémio Nobel da Literatura, tornando-se no primeiro autor de Língua Portuguesa a conquistar a mais importante distinção que um escritor pode arrecadar." 







in http://www.ptjornal.com/2012100711219/geral/hoje-e-dia/8-de-outubro-saramago-torna-se-no-primeiro-autor-de-lingua-portuguesa-a-ganhar-o-nobel.html

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vamos até à Casa dos Bicos?

Na comemoração dos 14 anos da atribuição do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago, a Casa dos Bicos estará aberta ao público gratuitamente para receber todos os que quiserem celebrar.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Se fosse vivo, José Saramago faria hoje 90 anos.


Para relembrar o famoso escritor Português, eis o programa de hoje:

16 de novembro, 12 horas – Casa dos Bicos
Inauguração da exposição de pinturas de José Santa-Bárbara nas janelas da Casa dos Bicos;
Representação de textos de Memorial do Convento a partir das janelas da Casa dos Bicos;
Abertura da exposição de ilustradores portugueses e espanhóis e com textos de José Saramago, no 4.º andar da Casa dos Bicos.
16 de novembro, durante a tarde
Dia do Desassossego – Leituras de O Ano da Morte de Ricardo Reis pelas ruas da Baixa.
16 de novembro, 18 horas – Teatro Nacional de São Carlos
Concerto de homenagem a José Saramago no Teatro Nacional de São Carlos, entrada gratuita sujeita à lotação da sala.
O programa do concerto é o que se segue:
Requiem, de Fauré
Sinfonia Fantástica, de Berlioz

Fonte: http://www.josesaramago.org/