Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela
Amo-se assim, desconhecida e obscura
Tuba de algo clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Olavo Bilac, in "Poesias"
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segunda-feira, 25 de maio de 2015
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Sonhar...
"Os
livros não matam a fome, não suprimem a miséria, não acabam com as
desigualdades e com as injustiças do mundo, mas consolam as almas, e
fazem-nos sonhar"
(Olavo Bilac)
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