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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Homens do lixo abriram biblioteca com livros deitados fora

«Em Ancara, capital da Turquia, abriu uma biblioteca pública, uma que deu nova vida a livros abandonados.
Durante meses, homens que trabalhavam nos serviços de recolha do lixo da cidade começaram a recolher livros que tinham sido deitados fora.

A ideia inicial era ter livros para partilhar entre os trabalhadores e as respetivas famílias. Mas o projeto foi ganhando atenção. Vários colegas começaram a participar na ideia e, a dada altura, já havia quem entregasse diretamente livros aos funcionários da câmara. A coleção foi crescendo e crescendo e a ideia de criar uma biblioteca pública foi ganhando força.
A biblioteca abriu em setembro, conta a CNN, e conta atualmente com cerca de seis mil exemplares, dos mais variados géneros literários. 
Alper Tasdelen, autarca da localidade de Çankaya, conta que a autarquia gostou da ideia e que apoiou a criação de uma biblioteca. "Por um lado havia quem deixasse os livros na rua, por outro havia quem andasse à procura deles", explicou citado pela mesma cadeia televisiva.
A autarquia da capital acompanhou os planos e foi assim que uma antiga fábrica de tijolos passou a ser a casa destes livros, que tinham sido deitados fora.
À televisão estatal turca, Serhat Baytemur, um dos homens do lixo responsáveis pela iniciativa, explicou, de forma simples, o resultado deste projeto: "antes queria ter uma biblioteca em casa. Agora tenho uma biblioteca aqui".»






quarta-feira, 9 de março de 2016

Há bibliotecas fantásticas!

Livraria Acqua Alta, Veneza, Itália

 Livraria Cultura, São Paulo, Brasil

 Livraria Cook & Book, Bruxelas, Bélgica

 

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Já ouviu falar destas bibliotecas?

Numa altura em que muito se fala de e-books ou da “exportação” de livros de bibliotecas tradicionais para a Internet, existem alguns países do mundo onde as obras literárias têm de percorrer quilómetros para chegaram às mãos de quem as lê. Neste artigo, falamos-lhe de bibliotecas alternativas, sejam elas modernas ou não.
E se a sua obra chegasse no dorso de um camelo? Ou, se em vez de visitar a biblioteca da sua cidade, tivesse de esperar por um barco? Os casos são reais e, em pleno século XXI, servem como uma forma de combater a literacia em países, onde a informação é escassa e tarda a chegar.
Se nalguns lugares as bibliotecas parecem ligeiramente atrasadas em relação ao seu tempo, noutros assistimos à implementação de novas tecnologias que revolucionam por completo o acesso à informação. Os livros deram lugar a tablets capazes de condensar todo o tipo de obras no mesmo aparelho e já nem sequer temos de nos levantar para tirar o livro da estante.
Ao longo deste artigo, percorremos o globo à procura de exemplos diferentes de bibliotecas alternativas. Independentemente do tipo ou do motivo, todas se enquadram na categoria do diferente. No fundo, apesar de serem muito díspares, há um fator comum a todas têm em comum: levar a informação a todos os que a quiserem consumir.

4 Bibliotecas alternativas de todo o mundo

Bibliotecas com tração animal

Com um longo histórico no que diz respeito à ultrapassagem de barreiras geográficas, as bibliotecas têm sido capazes de fazer com que a literatura chegasse a locais onde os livros ainda são encarados com alguma estranheza.
Na Mongólia, um homem viaja nas costas de um camelo, transportando livros infantis pelas comunidades rurais do deserto de Gobi. Por sua vez, na Indonésia, encontramos uma iniciativa semelhante, mas desta vez a cavalo.

Bibliotecas móveis do Haiti
Depois do terramoto que abalou o país no ano de 2010, a iniciativa Libraries Without Borders (Bibliotecas Sem Fronteiras) resolveu lançar a primeira biblioteca móvel do Haiti. Atualmente, existem três veículos, cada um deles a cobrir as zonas da capital, Port-au-Prince, o Departamento do Norte e o Departamento do Centro.
Na sequência do sismo, muitas bibliotecas ruíram ou fecharam. Apesar do óbvio impacto negativo da tragédia, esta foi uma oportunidade para fazer uma aposta mais forte na promoção cultural. As bibliotecas ambulantes têm uma parte infantil e outra para adultos; atualmente chegam a 6 mil pessoas, todos os meses.
  
Bibliotecas sobre a água
 As bibliotecas sobre a água são uma forma diferente de consumir literatura. Existem já várias iniciativas deste género, uma delas sobre o Tamisa, em Londres. No Laos (onde a realidade é bem diferente da metrópole britânica), mais precisamente nas nas águas do Mekong, flutua uma livraria para crianças com cerca de mil obras. O rio percorre todo o país, sendo que as crianças podem alugar livros, levá-los para casa e devolvê-los antes que o barco deixe a sua cidade.

Bibliotecas sem livros
 As bibliotecas sem livros são já uma realidade nos Estados Unidos. Em vez de prateleiras poeirentas, aqui encontramos tablets, computadores e e-readers. A primeira experiência ocorreu em San Antonio, no Texas, e apresenta como vantagens o facto de ser possível várias pessoas consultarem o mesmo livro, ao mesmo tempo.
À luz do que hoje conhecemos, podemos prever que, no futuro, as bibliotecas passem a partilhar diferentes conteúdos, tornando-os acessíveis a partir de qualquer lugar do planeta. Quem sabe, talvez um dia se construa uma base global de conhecimento que permita disponibilizar todos os livros para toda a gente.
A temática das bibliotecas improváveis foi explorada por Alex Johnson, num livro, de 2015, chamado Improbable Libraries.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A Biblioteca humanista de Pina Martins

"Os objetos procuram aqueles que os amam”

Os objetos procuram aqueles que os amam” era o comentário que fazia José de Pina Martins (1920-2010) quando encontrava um livro raro destinado à sua biblioteca. Foi assim, de exemplar em exemplar, de livreiro em livreiro, que foi formando, ao longo da vida, uma das mais valiosas bibliotecas particulares especializadas de que há notícia.

Pina Martins amou tudo nos livros: o papel, a técnica da impressão, as ilustrações, a encadernação. E foi com esse espírito que escolheu, para cada volume da sua coleção, a encadernação mais adequada, o estojo mais apropriado, a caixa melhor adaptada à sua conservação.

A biblioteca de José de Pina Martins, ou “Biblioteca de Estudos Humanísticos”, como ele gostava de lhe chamar, inclui grandes temas e autores do humanismo cristão do Renascimento. Muitas obras são em latim e grego, algumas demasiado raras para poderem ser manuseadas. Cada um desses livros desempenhou um papel de relevo na história do pensamento ocidental, e contribuiu para o desenvolvimento da ciência, da cultura e do conhecimento. Por isso, vale a pena expô-los e convidar o público a conhecer o segredo de uma biblioteca e as pequenas histórias de livros de que se faz a História do Livro.

A mostra é comissariada por Vanda Anastácio, professora associada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. José de Pina Martins foi diretor do Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris e ainda do Serviço de Educação da Fundação Gulbenkian, tendo, entre outros cargos, presidido à Academia das Ciências de Lisboa.

De 27 fev a 24 mai 2015  |  Das 10:00 às 18:00  |  Encerra às segundas

Galeria de Exposições Temporárias | Museu Calouste Gulbenkian

sexta-feira, 9 de maio de 2014

A mais bonita do mundo...

A biblioteca do Palácio Nacional de Mafra é considerada a mais bela do mundo pelo conhecido portal norte-americano Book Riot, dedicado exclusivamente aos livros. Depois de eleger a Livraria Lello, no Porto, como a mais bonita do planeta, Portugal volta a conquistar os EUA com a incrível biblioteca escondida no interior deste monumento nacional. 

"É encantadora", lê-se. "E o que a torna ainda mais impressionante são as técnicas com que é feita a preservação dos livros e como os protegem de serem danificados por insetos. Há 500 morcegos dentro daquela biblioteca. Durante o dia, estes ficam guardados dentro de caixas, mas à noite são libertados para se alimentarem dos insetos que por ali andam". 

Ao todo, chegam a comer o dobro do seu próprio peso em insetos, havendo também lendas de ratazanas gigantes que, à noite, saem da biblioteca por um túnel subterrâneo que a liga a uma zona pesqueira nas imediações. 

Destaque também para o "magnífico chão coberto de mosaicos em rosa, cinzento e mármore branco" e para as estantes, todas elas num estilo Rococo, dispostas ao longo das paredes laterais, "separadas por uma varanda com corrimão em madeira". Estas últimas contêm mais de 35.000 volumes, com capas forradas a couro, incluindo algumas das "maiores jóias bibliográficas".