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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Eduardo Lourenço vence Prémio Vasco Graça Moura- Cidadania Cultural

“Com a minha idade já estou habituado a estas coisas, mas é sempre surpreendente, até porque há muita gente no país que mereceria este prémio tanto ou mais do que eu”, disse o ensaísta ao PÚBLICO.


«O Prémio Vasco Graça Moura-Cidadania Cultural foi atribuído, por unanimidade, ao ensaísta Eduardo Lourenço, de 92 anos, anunciou este domingo a Estoril-Sol, que instituiu o galardão, em parceria com a editora Babel.
O prémio, que é atribuído pela primeira vez, tem periodicidade anual e o valor pecuniário de 40 mil euros, tendo sido criado em homenagem à memória do poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor Vasco Graça Moura, que morreu aos 72 anos, no dia 27 de Abril de 2014, e desempenhava as funções de presidente do Centro Cultural de Belém, em Lisboa. É reservado a uma personalidade de nacionalidade portuguesa, que se tenha notabilizado por um conjunto de obras ou por uma obra original e inovadora de excepcional valia para a cidadania cultural do país.
O júri do galardão foi presidido por Guilherme d'Oliveira Martins, do Centro Nacional de Cultura, e, na acta, a que a Lusa teve acesso, lê-se que depois de apreciados os nomes das várias candidaturas propostas, Eduardo Lourenço recolheu "a unanimidade", em função do seu "percurso intelectual", que "corresponde inteiramente aos objectivos definidos aquando da criação deste prémio".»

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Eduardo Lourenço distinguido com o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural



Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural foi atribuído por unanimidade ao filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço, tendo sido anunciado hoje, dia 4 de janeiro, data em que Vasco Graça Moura completaria 74 anos de vida. Aos 92 anos, Eduardo Lourenço junta o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural a outros como o Prémio Pessoa, em 2008, e o Prémio Camões, em 1995.
O Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultural, criado pela Estoril Sol, é atribuído pela primeira vez, tendo uma periodicidade anual e o valor pecuniário de 40 mil euros. Criado em homenagem à memória do poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor Vasco Graça Moura, que morreu aos 72 anos em abril de 2014, o prémio é reservado a uma personalidade de nacionalidade portuguesa, que se tenha notabilizado por um conjunto de obras ou por uma obra original e inovadora de excecional valia para a cidadania cultural do país. A Sociedade Portuguesa de Autores é uma das entidades que já manifestou o seu apreço pela decisão do Júri, congratulando-se com a atribuição do prémio a Eduardo Lourenço.
Por ocasião do seu doutoramento Honoris Causa em Literaturas e Filologias Europeias, a Universidade de Bolonha inaugurou em finais de 2007 em parceria com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. a cátedra Eduardo Lourenço.
Eduardo Lourenço nasceu há 92 anos em S. Pedro do Rio Seco - concelho de Almeida, na Beira Alta -, tendo frequentado o Colégio Militar de Lisboa, onde concluiu o curso em 1940.
Esteve matriculado na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra, tendo desistido para mais tarde prestar provas em Ciências Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da mesma universidade, concluindo a licenciatura em 1946. A sua tese, publicada mais tarde, foi sobre "O Sentido da dialética no idealismo absoluto".
Iniciou a carreira académica em 1953, tendo lecionado em diversas universidades europeias e americanas, nomeadamente, de Hamburgo e Heidelberg, na Alemanha, Montpellier, Grenoble e Nice, em França, e na da Baía, no Brasil, entre outras.
Entre condecorações e distinções, recebeu as ordens de Grande Oficial de Santiago e Espada (1981), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (1992), a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e Espada (2003) e a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade (2014). A França distinguiu-o com a Ordem Nacional de Mérito (1996), a Ordem das Artes e das Letras (2000) e a Legião de Honra (2002). Em 2008 recebeu a medalha de Mérito Cultural do Governo Português e a Ordem de Mérito Civil de Espanha. Recebeu, entre outros, os prémios PEN Clube (1984), António Sérgio (1992), D. Dinis, Casa de Mateus (1996), Vergílio Ferreira (2001) e Universidade de Lisboa (2012). São muitas as distinções que têm destacado o percurso de Eduardo Lourenço, no plano intelectual, no académico e no plano de cidadania.
Da sua obra destacam-se títulos como "Heterodoxia I e II", "O Fascismo nunca Existiu", "Nós e a Europa ou as duas razões" ou, entre os mais recentes, "Do colonialismo como nosso impensado" e "Do Brasil, fascínio e miragem".