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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Primavera Cultural Portuguesa apresenta trabalhos de artistas lusos em Paris

Paris recebe até finais de agosto, mais uma edição da iniciativa «Printemps Culturel Portugais» (‘Primavera Cultural Portuguesa’). O programa coloca em evidência vários artistas portugueses nos vários espaços emblemáticos da capital francesa.
 
O «Printemps Culturel Portugais» (‘Primavera Cultural Portuguesa’) surge da colaboração entre os museus Grand Palais, Jeu de Paume, Cite de l’Architecture & du Patrimoine, a delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian e o Theatre de la Ville.
Entre outras ofertas, estão exposições do pintor Amadeo de Souza-Cardoso, da fotógrafa Helena Almeida, de meio século da arquitetura portuguesa, do artista Julião Sarmento e ainda uma peça da companhia Teatro Praga.
A iniciativa foi aberta a 20 de janeiro, na Gulbenkian de Paris, com a exposição ‘Juliao Sarmento. la chose, meme - the real thing’, que se prolonga até 17 de abril.
De 9 de fevereiro a 22 de maio, o museu Jeu de Paume apresenta a retrospetiva “Helena Almeida. Corpus”, mostrando pela primeira vez em França, as obras mais emblemáticas que aliam a pintura, fotografia, desenho e vídeo, daquela que é  considerada uma das maiores artistas contemporâneas portuguesas.
De 20 de abril a 18 de julho, o Grand Palais, associado às comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian, apresenta a retrospetiva de Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918), “o segredo mais bem guardado da cultura portuguesa, que viveu e trabalhou entre Paris e Manhufe, no norte de Portugal”, descreve um comunicado da organização.
De 13 de abril a 29 de agosto, é a vez da Cite? de l’Architecture & du Patrimoine, em coproduçao com a Gulbenkian de Paris, acolher a exposição ‘Les universalistes. 50 ans d’architecture portugaise’ (‘Os universalistas. 50 anos da arquitetura portuguesa’), que apresenta 50 projetos arquiteturais sob a forma de maquetes produzidas especialmente para a exposição, documentos gráficos e audiovisuais.
De 31 de maio a 04 de junho, no âmbito da sétima edição do festival Chantiers d’Europe, o Théâtre de la Ville propõe o ‘Projet Pessoa’, do Teatro Praga, a companhia portuguesa que volta a ser mais uma vez convidada para fazer parte do evento (Chantiers/Estaleiros da Europa). Este já é o quarto ano consecutivo que a companhia portuguesa é convidada a participar.
“O Teatro Praga está de regresso com Fernando Pessoa na bagagem. Um monumento nacional abordado com muita liberdade e fantasia, com uma dramaturgia alegremente heteróclita que faz ressurgir a infância do poeta na África do Sul”, conclui o comunicado dos organizadores.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Museus e monumentos gratuitos no primeiro domingo de cada mês



Conheçam os museus e monumentos geridos pela Direcção Geral do Património e abrangidos por esta promoção:


Outros museus têm sempre entrada gratuita aos domingos:
Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa (todo o dia de domingo)
Museu da Eletricidade, Lisboa (sempre gratuito)
Museu da Marioneta, Lisboa (domingo de manhã)
Museu de Serralves, Porto (domingo de manhã)


Fonte: Pumpkin

terça-feira, 22 de julho de 2014

Museus de Lisboa vão marcar presença nas estações de metro

Criar condições óptimas para levar os turistas aos oito museus existentes no percurso das Amoreiras ao Chiado é o objectivo de uma parceria que vai ser assinada, em breve, entre o Metropolitano de Lisboa e esses museus, alguns dos quais se situam em ruas e vielas estreitas e tortuosas, de acesso difícil.
Os museus envolvidos – Museu Arqueológico do Carmo, Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, Museu da Farmácia, Museu Nacional da História Natural e da Ciência, Museu Geológico, Museu da Água da EPAL-Reservatório da Mãe d’Água e Reservatório da Patriarcal, Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva e Museu de São Roque da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa – fazem parte, desde Setembro de 2013, de um projecto conjunto, designado por Passeios com Arte e Ciência – das Amoreiras ao Chiado, ao abrigo do qual quem comprar um ingresso a preço normal para um dos museus aderentes terá direito a um desconto de vinte por cento, válido por três dias, em todos os restantes.
A parceria agora estabelecida pretende divulgar os Passeios com Arte e Ciência entre os utilizadores do metropolitano. Tendo esse objectivo em vista, foram encontradas afinidades temáticas entre as estações de metro e os oito museus existentes entre as Amoreiras e o Chiado: o pólo da Patriarcal do Museu da EPAL fica ligado à estação do Terreiro do Paço, dadas as semelhanças arquitectónicas. Na estação do Rato, haverá chamadas de atenção para o Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva (situado no Jardim das Amoreiras), estando os dois artistas já evocados na estação, através de dois bustos que os representam.
A ligar o Museu do Carmo, no largo do mesmo nome, e a estação do Martim Moniz estará o imaginário medieval e os heróis da história de Lisboa, Martim Moniz na estação e Nuno Álvares Pereira no Convento do Carmo. Entre o Museu da Farmácia, na Rua Marechal Saldanha, junto a Santa Catarina, e a estação do Marquês de Pombal – cujo átrio principal está decorado com azulejos da pintora Menez, alusivos ao século XVIII português e à acção do marquês – haverá um nexo, o movimento iluminista e o desenvolvimento da ciência farmacêutica.
Graffitis de fósseis, numa das paredes da estação de Entrecampos, e a representação de algo que se assemelha ao Big Bang, na outra, estabelecem a ligação com o acervo do Museu Geológico, na Rua da Academia das Ciências. Na estação do Jardim Zoológico, o tema “jardim” remete para o Museu Nacional da História Natural e da Ciência.
A pintura de Nadir Afonso, que decora a estação dos Restauradores, estabelece o nexo com o Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, onde aquele artista está representado. A ligação do Museu de São Roque, adjacente à Igreja do mesmo nome, fundada por jesuítas, missionários no Oriente, será com a estação do Parque, que evoca os Descobrimentos.
Ao abrigo do protocolo que vai ser assinado com o Metropolitano de Lisboa, será possível marcar visitas guiadas por técnicos de cada museu, com início numa estação de metro e que terminam no museu ao qual essa estação está ligada. Subjacente a esta iniciativa, está a afirmação do Metropolitano de Lisboa como museu de arte moderna e contemporânea.
Um módulo expositivo com informações sobre os Passeios com Arte e Ciência, o acervo dos museus envolvidos e ainda um mapa indicando a forma de lá chegar, irá circular pelas estações de metro com maior número de utilizadores e mais frequentadas por turistas. O módulo estará na estação de Entrecampos, entre 1 e 28 de Julho. No Aeroporto, entre 28 de Julho e 25 de Agosto. Na Alameda, entre 25 de Agosto e 29 de Setembro. No Marquês de Pombal, entre 29 de Setembro e 27 de Outubro. No Cais do Sodré, entre 27 de Outubro e 24 de Novembro. Na Baixa-Chiado, entre 24 de Novembro e 5 de Janeiro. No Rato, entre 5 e 30 de Janeiro, na Amadora-Este, entre 30 de Janeiro e 27 de Fevereiro. E em Odivelas, entre 27 de Fevereiro e 27 de Março.
Deste modo, quem se deslocar em Lisboa, usando o metropolitano, irá perceber que, em locais menos acessíveis da cidade, existe um acervo riquíssimo e variado, abrangendo várias áreas, da história às belas-artes, passando pela história da arte e da ciência. Os colaboradores e reformados do metro terão acesso gratuito aos oito museus envolvidos nos Passeios com Arte e Ciência durante o mês de Dezembro, para assinalar o aniversário do Metropolitano de Lisboa.
Texto: Isabel Braga/ ocorvo.pt