O Museu Nacional da Imprensa promove, a partir do dia 11 de fevereiro, o Concurso de Textos de AmorManuel A. Pina, em homenagem ao jornalista e escritor falecido em outubro de 2012. A iniciativa, especial para o Dia dos Namorados, prolonga-se até 17 de fevereiro, em busca de textos de amor originais.
Dirigido aos apaixonados de todas as idades e residentes em qualquer parte do país (e a portugueses no estrangeiro), o concurso, já na 13ª edição, vai premiar os melhores textos concorrentes, em poesia ou prosa.
Os prémios principais são uma viagem de avião (destino Europa) e um cruzeiro no Douro para duas pessoas, além de livros e cd-roms.
O Museu Nacional da Imprensa pretende, com esta iniciativa, motivar a emergência de novos autores, apelando à escrita de textos de carácter amoroso.
Durante a “semana dos namorados”, o museu está aberto à receção de textos originais alusivos ao amor e os visitantes poderão imprimir poemas de diversos autores (Camões, Florbela Espanca, Bocage, Pessoa, Eugénio de Andrade…), nos prelos-relíquia do Museu.
Os textos concorrentes devem ser registados num impresso próprio, disponível nas instalações daquele Museu e no seu sítio oficial (www.museudaimprensa.pt) onde está patente o regulamento.
As edições anteriores têm sido progressivamente mais participadas e em 2011 foi lançado um livro, correspondente à primeira década do concurso, com 75 textos premiados.
O concurso “Textos de Amor” é apoiado pela Ryanair e DouroAzul.
O Júri tem sido constituído por Manuel António Pina, Pires Laranjeira, Maria Glória Padrão e Ana Sousa Dias, além do Diretor do Museu, Luís Humberto Marcos.
O Museu Nacional da Imprensa, situado no Porto, a montante da Ponte do Freixo, está aberto ao público, todos os dias, entre as 15h e as 20h.
O ideal seria ler este "Um dia de
chuva" de Eça de Queiroz
"Escrito
perto de sua morte, o autor deixou o texto por terminar, e este aspecto de
inacabado é um traço de modernidade que só faz enriquecer a leitura. Na
história, José Ernesto, um solteirão que mora em Lisboa, vai até uma cidade do
Norte de Portugal com o intuito de comprar uma quinta, para fugir da cidade
grande. Ao chegar, sucedem-se vários dias de chuva incessante, em que o
protagonista conversa com o padre e com o caseiro. A chuva permeia o conto e
define seus limites, criando uma espécie de cortina através da qual enxergamos,
junto com José Ernesto, a casa com seus cômodos, corredores e memórias da
família que ali habitava. "
"Ilustrações de Guazzelli , nas cores azul e marrom, fazem uma referência à azulejaria
portuguesa e acentuam a chuva."
"Os
livros são bússolas e telescópios, os sextantes e mapas que outros
homens construíram para nos ajudar a navegar pelos mares perigosos desta
vida humana." (Jesse Lee Bennet)
Voltando à nossa Feira do Livro realizada em dezembro, ficaram por mostrar dois momentos importantes cujos registos fotográficos apresentamos aqui: a entrega dos livros sorteados pela empresa Green Mark às duas vencedoras, D. Cecília e Jéssica.
Apresentado por o The Crown of Russian Ballet com a Orquestra Sinfónica Estatal Russa
“O
Quebra nozes" foi convertido numa tradição natalícia em todo o mundo e
é, juntamente com "A Bela Adormecida" e "O Lago dos Cisnes", o bailado
mais célebre de Tchaikovsky. Estreou-se em Dezembro de 1892 em São
Petersburgo, sob a coreografia original de Lev Ivanov e o libreto de
Marius Petipa. A história inspira-se no célebre conto de Hoffmann "O
Quebra-nozes e o Rei dos Ratos" apesar de que o argumento que daria
vida, anos mais tarde, á composição de Tchaikovsky deriva de uma
adaptação que Alexandre Dumas fez do texto. A história tem lugar no
Natal, na casa do respeitável juiz Stahlbaum na Alemanha. O casal e os
seus filhos recebem a visita de familiares, entre eles o velho
Drosselmayer, um solteirão excêntrico e amante da magia. Este traz a
Clara uma oferta muito especial: um quebra-nozes de madeira. A meio da
noite, Clara acorda, os brinquedos ganham vida e ela vê-se perseguida
por um exército de ratos. Desencadeia-se uma batalha entre ratos e
soldados, liderados pelo quebra nozes. Depois, a menina, o brinquedo e
Drosselmayer empreendem uma busca ao rei dos ratos. Finalmente, tudo se
desfaz e Clara desperta em casa junto ao seu boneco. “O Quebra-nozes" é,
assim, uma fábula que fala da saudade perpétua pela infância perdida e
do contraste entre a realidade do mundo dos adultos e o sonho do mundo
das crianças. Orquestra Sinfónica Estatal Russa
Consagrado
como um dos organismos mais destacados do seu país, no panorama musical,
a Orquestra Sinfónica Estatal Russa desenvolveu ao longo destes anos
uma intensa actividade local e internacional, interpretando um
repertório vasto e diversificado. A sua amplia trajetória em tournées
pela Rússia fez com que ganhasse uma considerável reputação, e
permitiu-lhe ser assiduamente convidada a actuar no estrangeiro,
acompanhando solistas de prestígio internacional e sendo dirigida por
maestros de primeira linha. Além dos seus concertos públicos, esta
orquestra realizou um grande trabalho de difusão através de rádio e
televisão, abrangendo a maioria de ciclos sinfónicos de autores de todos
os tempos como Mozart, Beethoven, Schumann, Brahms, Mahler, etc., bem
como um grande número de compositores russos românticos e contemporâneos
tais como Tchaikovsky, Rimsky-Korsakov, Stravinsky ou Prokofiev.. Composta
por profissionais de elevada categoria, nas filas da Orquestra
Sinfónica Estatal Russa encontram-se instrumentistas que foram laureados
em concursos nacionais e internacionais.
Concurso
de promoção da escrita e da leitura do Departamento de Educação da
Câmara Municipal de Lisboa, com a parceria da Direcção-Geral do Livro,
dos Arquivos e das Bibliotecas e da Rede de Bibliotecas Escolares.
Podem concorrer jovens entre os 15 e os 30 anos, que residam, estudem
ou trabalhem no município de Lisboa, com um trabalho (textos inéditos),
em prosa ou poesia, subordinados ao tema A
cidade de Lisboa. Os textos premiados são publicados num catálogo.
Para mais informações consulta o site: www.cm-lisboa.pt (Viver/Educação/Dentro da Escola/Projetos Promovidos pelo Município) e nos locais de inscrição.
Na comemoração dos 14 anos da atribuição do Prémio Nobel de Literatura a
José Saramago, a Casa dos Bicos estará aberta ao público gratuitamente
para receber todos os que quiserem celebrar.
Obrigada a todos que compareceram na Feira do Livro e um agradecimento especial à aluna do 2ºano do Curso de Técnico de Comércio, Sara Castanheira! Em nome da turma do 2ºABS e do Centro de Recursos, desejamo-vos boas leituras!Às vencedoras das rifas que foram presenteadas com livros, D. Cecília e Jéssica, parabéns!
Morreu Oscar Niemeyer, o último grande arquitecto do século XX
Ana Vaz Milheiro
Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de Dezembro de 1907, estava perto
de celebrar os 105 anos. Niemeyer foi um dos grandes criadores da
arquitectura do século XX, revolucionando o uso do betão.
O arquitecto brasileiro Oscar Niemeyer morreu aos 104 anos, num
hospital do Rio de Janeiro. Tinha sido internado no início do mês
passado, pela terceira vez este ano. Desde então, o estado clínico tinha
vindo a agravar-se, com problemas respiratórios e renais.
Para a Presidente Dilma Rousseff, o Brasil perdeu “um
dos seus génios”. “É dia de chorar a sua morte. É dia de saudar a sua
vida”, disse num comunicado oficial. “Niemeyer foi um revolucionário, o
mentor de uma nova arquitectura, bonita, lógica e, como ele mesmo
definia, inventiva", continua o texto, acrescentando que "da sinuosidade
da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades".
Niemeyer,
com a sua arquitectura livre, permitiu que o betão armado criasse pela
primeira vez formas verdadeiramente plásticas, gerando uma nova
espacialidade para um novo Brasil. O arquitecto foi o principal artífice
de Brasília, cuja construção começou em 1957.
No Hospital
Samaritano, onde morreu, ainda trabalhou, contou o seu médico, Fernando
Gjorup. Só perdeu a consciência na manhã de quarta-feira. O prefeito de
Rio, Eduardo Paes, declarou que no hospital todos estavam tristes com a
morte "dessa grande figura". "Niemeyer ensinou-nos a como amar a vida
nestes 104 anos. Foi uma pessoa que acreditou até ao fim nos seus
ideais."
Nascido no Rio de Janeiro, a 15 de Dezembro de 1907,
estava perto de celebrar os 105 anos. Oriundo de uma família carioca,
conservadora e católica com ascendência germânica, que acompanhou a
corte portuguesa, em 1807, na sua mudança para o Rio de Janeiro,
Niemeyer viveu uma juventude despreocupada e protegida. Foi estudar
arquitectura só tardiamente. No terceiro ano do curso, já casado com
Annita Balbo, ofereceu-se para trabalhar gratuitamente no escritório de
Lúcio Costa e Carlos Leão.
Com Lúcio Costa, cinco anos mais velho,
inicia-se na leitura das ideias de Le Corbusier, com quem teria a
possibilidade de colaborar logo em 1936, no projecto para o Ministério
da Educação e Saúde, no Rio. O edifício seria o resultado de uma equipa
montada por Costa, tendo Le Corbusier como consultor.
Niemeyer
teria grande responsabilidade no desenho final, influenciando a posição
do bloco principal no quarteirão, ou determinando a direcção horizontal
dos “quebra-sóis”. Em 1939, também em uma parceria com Costa, projectou o
pavilhão do Brasil para a Feira Internacional de Nova Iorque,
abeirando-se já de uma espacialidade gestual, concretizada no desenho da
rampa e na permeabilidade do volume, características que assinalariam a
sua primeira grande ruptura com o racionalismo internacional.
O
melhor, portanto, insinuava-se: “Minha arquitectura começou depois na
Pampulha”. Estava-se em plena Segunda Guerra Mundial na Europa e, a
serviço de Juscelino Kubitschek, futuro Presidente do Brasil,
construiria quatro obras-primas à beira da lagoa da Pampulha, bairro
residencial sofisticado na periferia da capital mineira de Belo
Horizonte. Aqui estreava-se na exploração das capacidades plásticas que a
nova técnica do betão armado possibilitava, dotando os seus edifícios
de uma forte conotação formal.
Várias personalidades vieram a
público prestar a sua homenagem. O cantor Chico Buarque, que conheceu
Niemeyer ainda criança, porque o pai teve uma casa projectada pelo
arquitecto nunca construída, disse que o arquitecto teve uma vida muito
bonita. “Foi um dos maiores artistas do seu tempo e um homem maior que a
sua arte", afirmou o cantor, citado pela TV Globo.
O
presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, sublinhou que “é um
orgulho trabalhar na obra preferida de Niemeyer em Brasília, como ele
afirmara diversas vezes. Solução simples e monumental para o edifício
projectado para os grandes debates nacionais, o que, de facto,
acontece”, cita O Estado de São Paulo na sua edição online.
O
ex-presidente da República e actual presidente do Senado, José Sarney,
lembrou que teve o privilégio de conviver com Niemeyer e que, enquanto
Presidente do Brasil, pediu ao arquitecto para fazer várias obras. “Se a
arte brasileira tem reconhecimento internacional, deve-se à
extraordinária presença que Oscar Niemeyer deixa no mundo inteiro, com o
seu génio e a sua capacidade de invenção e de reinvenção a qualquer
tempo."
A construção de Brasília
Quando surgiu
o desafio, também lançado por Kubitschek, já Presidente da República,
para a construção dos principais edifícios públicos da nova capital do
país, Brasília – inaugurada em Abril de 1960 – a arquitectura de
Niemeyer ressente-se desse “excesso” formalista, contraindo-se
aparentemente. Os edifícios de Brasília apresentam-se geometricamente
mais regrados e definidos pela estrutura, como é o caso do Palácio da
Alvorada, logo de 1956, ou o conjunto da Praça dos Três Poderes. Esta
nova fase seria significativa para a evolução da arquitectura
brasileira, repercutindo-se no trabalho das gerações mais recentes.
A
colaboração estreita que manteve com os engenheiros de estruturas
transformaria a sua arquitectura num ensaio de risco permanente. Essa
confiança haveria de se manifestar nas obras construídas no exílio,
cumprido em plena ditadura militar. Na Argélia, recentemente
independente, mais exactamente no campus da Universidade de
Constantine, cumpriu um dos seus programas arquitectónicos mais
arriscados, levando a técnica do betão armado a um limite aparentemente
insustentável. Contra o conselho dos engenheiros franceses que
propuseram que a grande viga longitudinal, que compunha a fachada,
possuísse um metro e meio de espessura, adoptou a solução de uma viga de
apenas 30 cm.
Niemeyer deixou obra significativa fora do seu
país, chegando mesmo a construir, com Alfredo Viana de Lima, em
Portugal, o Hotel Casino do Funchal, a meio da década de 60, hoje
bastante desvirtuado. Foi protegido por figuras como André Malraux, em
França, ou Giorgio Mondadori, que em 1968 lhe encomendou a sede da sua
editora, nas proximidades de Milão.
O arquitecto tornou-se o maior
embaixador da arquitectura brasileira. Isto todavia é pouco, se
comparado com o contributo que deu à evolução da arquitectura moderna.
Muitos dos seus edifícios tornaram-se arquétipos para os arquitectos
contemporâneos. Niemeyer foi um génio e, como tal, padeceu de violentos
ataques e também de elogios condescendentes. Talvez por ter medo da
morte, foi aquilo que podemos descrever como um “homem feliz”.