quinta-feira, 17 de março de 2016

Simples e original, contra o bullying e pela inclusão

Pedra, papel e tesoura! Uma linda mensagem contra o bullying e as diferenças.
Para estar junto, não é preciso ser igual  











segunda-feira, 14 de março de 2016

Hoje é dia do PI


Não é especialista em matemática? Então explicamos: Este símbolo - π - representa um número infinito que tem origem na relação entre o perímetro de uma circunferência e o seu diâmetro.

http://cdn1.sol.pt/fotos//2015/3/14/402292.jpg?type=LApesar de ser infinito, o Pi é conhecido pelos seus primeiros números – 3,1415926. Ora, se lermos a data de hoje ‘à inglesa’ (o mês primeiro e só depois o dia), vemos que estamos no mês 3, no dia 14 e no ano 15, a ordem do Pi.
O verdadeiro ‘momento Pi’ foi há pouco mais de uma hora – às 9 horas e 26 minutos. Formou-se assim a data 3/14/15/9/26, os primeiros números do Pi.
Pelo Twitter já andam várias pessoas a partilhar imagens de tartes (‘pie’, em inglês) e do filme ‘A Vida de Pi’.
Coincidência das coincidências
Sabe quem é que faria hoje 136 anos? Albert Einstein, o físico alemão que desenvolveu a Teoria da Relatividade e um dos maiores nomes da Ciência.
Um está ligado à matemática, o outro à física, mas não deixam de ser os dois importantes para o desenvolvimento do conhecimento humano. Ah, e estão os dois de parabéns, claro.

Fonte:www.sol.pt

sexta-feira, 11 de março de 2016

Bom fim de semana e boas leituras!


Uma casa, muitos mundos

Jocelina é uma zelosa e faladora empregada desta casa, que abre as portas do Palácio do Marquês e conduz o púbico numa visita pelas salas mais significativas. Vai encontrando outras personagens que transportam para a realidade cultural e quotidiana do século XVIII.
"Uma casa, muitos mundos" é o nome dado ao programa de visitas e atividades que decorrem no Palácio do Marquês ao longo de 2016. A próxima visita será a 9 de abril,
das 14h30 às 16h00.
Informações e Inscrições (por marcação prévia) . Palácio Marquês de Pombal - Receção/bilheteira. Contactos: tel. 214 430 799, servicoeducativo.palacio@cm-oeiras.pt


quinta-feira, 10 de março de 2016

Livraria de Lisboa em top 10 mundial do 'industrial-chic'




"Ler Devagar, a famosa "bicicleta voadora"
Jornal Guardian escolheu 'dez dos espaços industriais mais chiques em todo o mundo'. A Ler Devagar, na Lx Factory, em Lisboa, é uma delas. A "bicicleta voadora" ajuda.
Foram armazéns, parques de estacionamento subterrâneos, garagens, fábricas e até uma piscina. Agora são "espaços conceptuais cool", onde "o design é tão atraente como o que têm para oferecer enquanto lojas, salas de exposições, restaurantes ou bares". Ou mesmo livrarias.
E entre os dez eleitos pelo mundo fora – de França aos Estados Unidos, do Japão à Sérvia –, há duas casas de livros: a Librairie Avant-Garde, instalada num antigo parque de estacionamento subterrâneo em Nanjing, China; e a lisboeta Ler Devagar, livraria independente que abriu em 1999 no Bairro Alto e que, depois de sucessivas mudanças de casa, parece ter assentado as suas estantes infinitas de livros na Lx Factory (desde 2009).
Foi esta enorme sala de pé alto, antiga casa de impressão - a gráfica Mirandela, onde chegou a ser impresso o Público, cujas páginas ainda se viam por ali nas máquinas -, que encheu de literatura e lombadas coloridas o olho do jornal britânico. "Se sempre quis ver uma imensa parede de livros, a Ler Devagar é um bom sítio" a ir, garantem os autores do artigo.
É que, por aqui, "os livros estão empilhados quase até ao topo do tecto alto [o equivalente a três pisos], enquanto as metálicas escadas e varandas de ar industrial o levam ao primeiro andar e em redor da loja". Não tem aquele ambiente "bolorento" e "escuro" das livrarias antigas que "preenchem a maioria das fantasias literárias" mas, defende o Guardian, "em muitos aspectos, o interior reaproveitado provoca a imaginação exactamente como uma livraria deve fazê-lo".
Além dos livros expostos, destaque ainda para as esculturas, "sendo a mais proeminente uma bicicleta voadora pendurada no tecto" – e que já se tornou imagem de marca da loja – e para os dois bares, que lhe conferem um "bonito ambiente social e criativo".
Entre os outros espaços eleitos no artigo estão:

-         La Sucrière, em Lyon, França (antigo armazém de açúcar, hoje "espaço de artes e música")

-         Basilica Hudson, em Nova Iorque, Estados Unidos (antigo armazém, hoje "espaço para 'experiências artísticas não convencionais'")

-         Freegan Pony, em Paris, França (outro armazém transformado num restaurante contra o desperdício de comida)

-         Librairie Avant-Garde, em Nanjing, China (antigo parque de estacionamento subterrâneo tornado livraria)

-         Hotel de Goudfazant, em Amesterdão, Holanda (antiga garagem, hoje um restaurante)

-         The Spinnerei, em Leipzig, Alemanha (antigo complexo industrial de fiação de algodão transformado em espaços de exposições e galerias de arte)

-         Mikser House, em Belgrade, Sérvia (ex-armazém, agora centro de artes)

-         Russell Industrial Centre, em Detroit, Estados Unidos (antiga fábrica, hoje uma “vila criativa”)

-         The Pool, em Tóquio, Japão (uma antiga piscina transformada em concept store).

07.03.2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

Há bibliotecas fantásticas!

Livraria Acqua Alta, Veneza, Itália

 Livraria Cultura, São Paulo, Brasil

 Livraria Cook & Book, Bruxelas, Bélgica

 

 

terça-feira, 8 de março de 2016

Para as mulheres 3

A Mulher Mais Bonita do Mundo

estás tão bonita hoje. quando digo que nasceram
flores novas na terra do jardim, quero dizer
que estás bonita.

entro na casa, entro no quarto, abro o armário,
abro uma gaveta, abro uma caixa onde está o teu fio
de ouro.

entre os dedos, seguro o teu fino fio de ouro, como
se tocasse a pele do teu pescoço.

há o céu, a casa, o quarto, e tu estás dentro de mim.

estás tão bonita hoje.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

estás dentro de algo que está dentro de todas as
coisas, a minha voz nomeia-te para descrever
a beleza.

os teus cabelos, a testa, os olhos, o nariz, os lábios.

de encontro ao silêncio, dentro do mundo,
estás tão bonita é aquilo que quero dizer.

José Luís Peixoto, in "A Casa, a Escuridão"

Para as mulheres 2

A Mulher que Passa

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! Como és linda, mulher que passas
que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pêlos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Porque me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passa?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que bóia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.

Vinicius de Moraes, in 'Antologia Poética'

Para as mulheres 1

A Luz que Vem das Pedras

A luz que vem das pedras, do íntimo da pedra,
tu a colhes, mulher, a distribuis
tão generosa e à janela do mundo.
O sal do mar percorre a tua língua;
não são de mais em ti as coisas mais.
Melhor que tudo, o voo dos insectos,
o ritmo nocturno do girar dos bichos,
a chave do momento em que começa o canto
da ave ou da cigarra
— a mão que tal comanda no mesmo gesto fere
a corda do que em ti faz acordar
os olhos densos de cada dia um só.
Quem está salvando nesta respiração
boca a boca real com o universo?

Pedro Tamen, in "Agora, Estar"

sexta-feira, 4 de março de 2016

Bom fim de semana e boas leituras!



As Lojas e a Cidade: o comércio de retalho e a Lisboa da belle époque

Entre o final do séc. XIX e a Primeira Guerra Mundial, Lisboa passou por transformações rápidas a nível demográfico, urbano, social e político. Cresceu, modernizou-se, embelezou-se, abriu as suas avenidas aos elétricos, aos automóveis, aos candeeiros, aos grandes armazéns de modas.
Ao mesmo tempo, permaneceu uma cidade de tabernas e mercearias, um pequeno mundo de ruas repletas de comércio tradicional, por onde circulavam carroças, ardinas, peixeiras e operários, por onde a guarda perseguia a “canalha” que atirava pedras às procissões, que fazia greves e manifestações.
Com este olhar, pretendemos desvendar o quotidiano e a sociabilidade da capital do país entre 1890 e 1914.
Com a participação do Professor Daniel Alves


Informações
Para todos os públicos
Sábado, 5 de março, às 14h30 (90 min.)
Marcação prévia ( enviar email para museu@bportugal.pt , escrever no assunto Pedido de reserva)
Reservas de terça a sexta das 10h00 à 13h00 e das 14h00 às 17h00.

quarta-feira, 2 de março de 2016

GRUPO DE LEITURA – “VINTE DEGRAUS E OUTROS CONTOS” de HÉLIA CORREIA

Hoje, 2 de março às 19h
 


Com um estilo único, em que cada frase surpreende e abre portas à imaginação, os contos reunidos em Vinte Degraus e outros Contos permitem ao leitor menos familiarizado com a obra desta grande escritora entrar no mundo muito especial que é o dos seus textos.Para além do prazer da leitura da obra e da partilha dessa experiência, a sessão que se propõe é uma oportunidade única para conversar com a própria autora acerca destes contos, da sua escrita e da sua obra.
 

Informações e Inscrições Obrigatórias (gratuitas)
fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt / 217 784 599.
Local:
Lg. São Domingos de Benfica, 1
1500-554 Lisboa

A livraria mais pequena do mundo que se calhar não o é

Já foi "o livreiro mais jovem da Baixa" e tem "a livraria mais pequena do mundo". Os guias turísticos é que lhe deram os epítetos. Mas Simão não faz ideia se o que dizem é verdade. Vende livros. Só. 
   Simão chegou a dar o nome de "Trieste" à sua livraria, nas Escadinhas de S. Cristóvão. Mas como detesta dar nomes às coisas, lembrou-se de um outro. "Se um gajo disser que foi à livraria do Simão, é pessoal, é como se não tivesse um nome.”


Um grupo de turistas chineses cruza as Escadinhas de São Cristóvão, transversais à Rua da Madalena, na Baixa lisboeta, colina acima, para chegar ao Castelo de S. Jorge. O guia turístico que os traz, pára à sombra do arco de São Cristóvão, e recorda-lhes que é logo ali, à direita, que se encontra a livraria mais pequena do mundo: a “Livraria do Simão”.
— There it is, Simon’s Bookstore, the world’s smallest bookstore! It’s in Guinness World Records, sir!

 Fonte: observador.pt