terça-feira, 3 de novembro de 2015

Prémio Nobel da Literatura 2015

Svetlana Aleksievitch, conceituada escritora e jornalista, nasceu em 1948 em Minsk, na Bielorrússia. Os seus livros estão traduzidos em 22 línguas e foram já adaptados a peças de teatro e documentários. Considerada uma das autoras mais prestigiadas a escrever sobre a URSS, os seus trabalhos têm recebido uma enorme aceitação por parte da crítica, tendo sido galardoados com importantes prémios internacionais, como o Erich Maria Remarque Peace Prize, em 2001, o National Book Critics Circle Award, em 2006, e o Prémio Nobel da Literatura, em 2015. O seu mais recente livro, O Fim do Homem Soviético, recebeu o Prémio Médicis Ensaio, em 2013, e foi considerado o Melhor Livro do Ano pela revista Lire

O Fim do Homem Soviético

Sinopse
 
Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento, o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo parece voltar ao tempo da Guerra Fria. Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe por a Catástrofe Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de outrora, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem. Com uma acuidade e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena história que está por trás de uma grande utopia.
 
Críticas de imprensa
«Soberbo. A palavra falada transforma-se em literatura.»
France Culture


«Svetlana Aleksievitch tem o dom de desfiar a existência humana.»
Femina


«Um magnífico mausoléu em homenagem a um tempo desaparecido.»
Le Monde


«O homo sovieticus existe. Svetlana Aleksievitch encontrou-o.»
Le Figaro Littéraire


«Um grande livro […], ao mesmo tempo infinitamente doloroso e vibrante.»
Télérama
 

 


Os palácios também lavam a cara


Depois de três árduos anos de trabalho, o Salão Nobre do Palácio da Pena está finalmente restaurado por completo. Melhor ainda: o salão, as Escadas das Cabaças e a Sala de Entrada. Os lustres estão mais bonitos, o pavimento foi todo recuperado, o mobiliário encomendado por D. Fernando parece novo, entre muitas outras melhorias que representam um investimento de cerca de 262 mil euros.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Abriram a arca de Hemingway

«Sabia que Ernest Miller Hemingway era um “pack rat“, alguém compulsivo por guardar tudo, desde passaportes caducados e bilhetes de touradas até papéis amarrotados com ideias e rascunhos? O New York Times não tem dúvidas: o autor de O Adeus às Armas deixou um dos maiores espólios pessoais quando comparado com qualquer outro escritor célebre do século XX. E se hoje é possível ver a sua arca pessoal e transmissível pela primeira vez, isso deve-se ao presidente John F. Kennedy, que após o suicídio de Hemingway, em 1961, ajudou a viúva, Mary, a entrar em Cuba para resgatar boa parte dos pertences do marido.

Esboços dos primeiros contos, apontamentos, manuscritos e exemplares únicos de romances de antologia, como Por Quem os Sinos Dobram, correspondência com Gertrude Stein ou F. Scott Fitzgerald – colegas de ofício em Paris nos anos 20 –, objetos, bilhetes, documentos e fotografias são matéria-prima exclusiva de “Ernest Hemingway: Between Two Wars”, apresentada como a grande exposição retrospetiva do Nobel da Literatura norte-americano.

As duas grandes Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1945) servem como âncoras para um desfiar de apontamentos biográficos que revelam as várias facetas de Hemingway (1899-1961): correspondente de guerra; condutor de ambulâncias da Cruz Vermelha italiana – pode vê-lo em 1918, de muletas, fardado, a recuperar de um acidente ocorrido quando transportava cigarros e chocolates para os soldados –; pescador, a bordo do seu barco «Pilar», na companhia de Carlos Gutiérrez, o cubano que serviu de modelo para O Velho e o Mar; caçador, boémio, fã de touradas e das festas de San Fermin, em Pamplona.

Qualquer que seja a geografia – França, Paris, Cuba ou Estados Unidos –, Ernest Hemingway mantinha o seu hábito de “pack rat“, o que nos permite hoje concluir que era inseguro quanto aos títulos das suas obras. Só para O Adeus às Armas (A Farewell to Arms), por exemplo, fez uma lista de 45 hipóteses, entre elas Sorrow for Pleasure, The Carnal Education ou Every Night and All. Quando começou a Segunda Guerra Mundial, alcançara o estatuto de “Papa”, como era tratado por familiares, amigos e outros escritores (J.D. Salinger, por exemplo).»

Vá até Nova Iorque para ver Ernest Hemingway: Between Two Wars, exposição aberta ao público até 31 de janeiro de 2016 no Morgan & Library Museum,.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

E porque hoje é sexta-feira

Na noite de sexta-feira, 30 de outubro, o oculto vai animar o nosso bairro com a segunda Lisboa Halloween Parade.
O objetivo é realizar o maior desfile de máscaras dedicado à Noite das Bruxas, com milhares de participantes encarnando vampiros, zombies, lobisomens e ... bruxas. Não há limite para a fantasia. Não há limite de idade. O limite é que todos se divirtam. E há apenas duas maneiras de o fazer na Lisboa Haloween Parade: mascarado dentro do desfile, ou para os menos corajosos, sem máscara, a assistir... No final, para as melhores fantasias haverá prémios sensacionais, em várias categorias.
Esta iniciativa em parceria com a Junta de Freguesia do Areeiro (
Av. Guerra Junqueiro, Praça de Londres £ Av. de Roma), pretende promover o comércio de rua pelo que as lojas vão estar abertas até à meia noite, praticar descontos em produtos e serviços e estar decoradas a rigor. Haverá música, animação, petiscos inspirados no tema e muitas surpresas.
Contamos com todos!! Queremos que o Lisboa Halloween Parade seja o maior e mais divertido desfile de vampiros, zombies, lobisomens e bruxas alguma vez realizado em Portugal.
Junte-se a nós!! Vai ser inesquecível!


 
Entre 30 de Outubro e 1 de Novembro, Cascais saúda em grande o regresso desta bela estação com a realização do Mercado de Outono. O evento terá lugar, como já vem sendo habitual, no espaço do Mercado da Vila, e apresenta um programa que recria o espirito gastronómico do Outono, com produtos provenientes de várias regiões de Portugal.
entrada é gratuita e pode ainda optar por viajar com a CP, pelo valor de €2,00 (ida e volta).
Para saber mais sobre os artesãos e as marcas que irão estar presentes no Mercado de Outono’15 clique em https://www.facebook.com/MercadoDaVilaLovers
Mercado de Outono´15 | Mercado da Vila de Cascais
Horário |  6ªfª, 30/10 das 16h00 às 24h00 | Sábado 31/10 das 10h00 às 24h00 | Domingo 1 de Novembro das 10h00 às 22h00.

Flashback | Fotografia
Centro de Exposições de Odivelas
até 8 NOV
de Francisco Penim Redondo sendo um entusiasta da fotografia e colecionador de máquinas fotográficas com um espólio que ascende as 300 máquinas provenientes dos vários cantos do mundo.

Novos Conceitos, com livros!

Abriu em outubro um hotel literário em Óbidos. Os donos dizem que é único no mundo. Há cocktails e jantares literários.
O edifício da Rua Dom João de Ornelas, em Óbidos, nunca deixou de receber hóspedes. É assim desde 1965, quando um antigo convento do século XIX se transformou numa estalagem. 50 anos depois, o casal Telmo Faria e Marta Garcia, donos do Rio do Prado, trouxe os primeiros livros para o edifício. Queriam abrir um hotel literário. Em outubro, afixaram a placa com o novo nome: The Literary Man (o homem literário, em tradução livre). 
Livros de filosofia, gastronomia, saúde, viagens, desporto, paisagens e literatura, claro. Há livros que nunca mais acabam. 45 mil títulos espalhados por todas as partes do hotel. “A grande maioria está em língua inglesa”, explica à NiT Telmo Faria, proprietário do hotel. 
 “Temos os 300 autores mais lidos de sempre, como John Grisham, Nora Roberts e Dan Brown”. E acrescenta:“Os hotéis literários lá fora são pouco expressivos, têm entre três a quatro mil livros no máximo”.
Aqui há muitos mais. Livros antigos, de investigação, grandes clássicos e algumas raridades. “Passámos muito tempo a estudar o que é que fazia falta nas livrarias portuguesas. Não queríamos ter uma oferta que fosse igual ao que já existe na rede de livrarias do País”.
O The Literary Man tem 30 quartos, alguns em antigas celas de freiras, e um restaurante, que também funciona como sala de pequenos-almoços e bar de gin. Há ainda serviço de massagens, que funcionam na antiga cave de vinhos. Para o ano o hotel pretende ter também um spa com sauna e banho turco.
A estalagem tinha 31 quartos. Atualmente estão a funcionar 30, mas o hotel quer reduzir esse número para 27. “Queremos tornar alguns quartos maiores, sobretudo nas celas [a ala onde dormiam as freiras]”. Os quartos estão a ser remodelados aos poucos, e para já nove estão finalizados. Mudou tudo: com um estilo bem mais contemporâneo, o espaço tornou-se também ecológico. A decoração ficou a cargo da própria equipa criativa do Rio do Prado, que num armazém alugado recicla, limpa e recria mobiliário e revestimentos a partir de madeiras, entre outros materiais, que estavam prontos para ir para o lixo. No restaurante, por exemplo, há mesas que foram feitas a partir de antigas portas do hotel e de outras casas no centro histórico.

O restaurante do hotel chama-se Literary Restaurant, serve apenas jantares (almoços só por marcação) e tem capacidade para 156 pessoas. Na ementa há pratos típicos da cozinha tradicional portuguesa, pratos vegetarianos e menus literários. Em outubro, Virgina Woolf inspirou uma Tarte da Avó, John Steinbeck um Risotto de Cogumelos e Italo Calvino umas Moules Mariniére. “As ementas vão variando. Podem durar um mês, dois meses, ou até mais, se tiverem a ter muita procura”. A cozinha está sob o comando do chef Fernando Dias. O preço médio por refeição varia entre os 15€ e os 35€ (por pessoa, com bebidas incluídas).
Quanto ao bar de gin — que se chama The Literary Gin Bar — começa a funcionar assim que terminam os pequenos-almoços e está aberto até à meia-noite. Há mais de 30 marcas de gin disponíveis, incluíndo cocktails literários, como um Lolita (Amaretto Sour) ou um Moby Dick (Salty Dog). 
Mas voltemos aos livros. No The Literary Man, os livros estão mesmo por toda a parte e podem ser consultados no local, requisitados, comprados, doados, trocados ou oferecidos. Passamos a explicar melhor: no restaurante há 15 mil livros só com coleções estrangeiras. Estão todos à venda. No hall de entrada e zona de receção funciona a biblioteca, com livros que toda a gente pode consultar e até requisitar (não precisa de ser hóspede). Por fim, nas áreas comuns, nomeadamente na zona central de passagem de pessoas, há cerca de mil livros (e vão ser mais) que foram doados e estão agora à venda para ajudar uma instituição de caridade.
Os hóspedes também podem trocar livros ou simplesmente doá-los: “Já tive um cliente brasileiro que me deixou três livros porque já os tinha lido e não queria voltar com eles”. Quanto à possibilidade de roubo — há títulos mesmo por toda a parte e ninguém anda a vigiar ninguém —, Telmo Faria não está preocupado. “Tive um cliente que me perguntou uma vez: ‘E se lhe roubarem um livro?’. Eu respondi-lhe: ‘Olhe, o pior que pode acontecer é alguém lê-lo.”

O hotel tem preços a partir dos 95€ por noite, com pequeno-almoço incluído.
                                                                                             
                                                                 Fonte:


 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bons sonhos!


Escola de Comércio de Lisboa abre primeiro contact center pedagógico em Portugal

No próximo dia 28 de outubro será inaugurado, na Escola de Comércio de Lisboa, o primeiro contact center pedagógico em Portugal. O novo equipamento surge no âmbito do primeiro curso vocacional secundário para técnicos na área dos contact centers a ser lançado em Portugal.
Esta formação vem contribuir para colmatar a necessidade de quadros intermédios qualificados no setor dos contact centers, que em Portugal emprega mais de 55 mil pessoas em mais de 400 contact centers, com um crescimento do emprego estimado em 9 por cento em 2014.

Neste contexto, a Escola de Comércio de Lisboa, em articulação com a PT Contact e a Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC), concebeu e desenvolveu um curso de dupla certificação de nível 4, com a duração de dois anos e com uma forte componente prática, que irá abrir este ano as suas primeiras turmas com algumas dezenas de alunos.
“No Fórum de Empresários da Escola surgiu a necessidade de encontrar um novo perfil profissional que fosse de encontro às necessidades do mercado ao nível do atendimento e do contacto através de telefone, mail, vídeo, bem como da gestão da relação com o cliente”, afirma, em comunicado, Piedade Redondo Pereira, diretora da Escola de Comércio de Lisboa. “A ECL é hoje uma das entidades de referência no nosso país na formação inicial e ao longo da vida. Procuramos orientar os planos de estudos e dotarmo-nos de ferramentas que permitam responder às necessidades do tecido empresarial e antecipar a necessidade da existência de novas competências”.
A forte componente prática e de ligação ao tecido empresarial do novo curso exprime-se pela importância dos estágios em empresa, pela presença de profissionais do setor como formadores e pela formação prática em ambientes reais, de que o novo contact center pedagógico é um excelente exemplo, com uma sala completamente equipada com a colaboração da APCC, PT Contact, mpg, Plantronics e Altitude Software.
“A colaboração com as associações setoriais e o investimento na profissionalização, evolução e valorização do setor dos centros de contacto faz parte do ADN da Altitude Software”, refere, no mesmo documento, Raquel Serradilla, vice-presidente da Altitude Software para a Europa do Sul. “Temos uma politica consistente de apoio à formação nesta área e a iniciativas que valorizem os profissionais do setor. E é com grande prazer que apoiamos esta iniciativa inédita num setor em crescimento e que se está a qualificar e a começar a distinguir pela excelência e pelo valor acrescentado”.

Fonte: B!Tmagazine

AmadoraBD celebra 100 anos de Quim e Manecas

Até 08 de novembro, o AmadoraBD estará no Fórum Luís de Camões com várias exposições, feira do livro de BD e ilustração, encontro com autores e sessões de autógrafos. Há ainda exposições espalhadas pela Amadora e também por Lisboa e Almada.
Para a direção do festival, a banda desenhada de Stuart Carvalhais, Quim e Manecas,
é "absolutamente vanguardista na história da banda desenhada europeia". A exposição central contará ainda com desenhos originais ou reproduções autorizadas que registam personagens como Mafalda, Calvin, Little Nemo e Charlie Brown.
Destaque ainda para a exposição 'Putain de Guerre - A Guerra das Trincheiras', do autor francês Jacques Tardi, que está já patente na Bedeteca da Amadora. O autor também estará este fim-de-semana em Portugal.
No Fórum Luís de Camões será possível ainda folhear algumas dezenas de livros, fanzines e revistas de banda desenhada que compõem o ano editorial português dos últimos meses.
                                                                                                                                                                                     Fonte: Noticias ao Minuto

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Um dia de chuva

Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é.


Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Não percam!


Bruno Vieira Amaral ganha Prémio José Saramago

«O livro "As Primeiras Coisas", de Bruno Vieira Amaral, publicado em 2013 pela Quetzal Editores, acaba de ser distinguido com o prémio que tem o nome do Prémio Nobel da Literatura português.
O vencedor do Prémio Literário José Saramago é Bruno Vieira do Amaral, autor de As Primeiras Coisas, publicado em 2013 pela Quetzal. O anúncio foi feito esta terça-feira na Casa dos Bicos, em Lisboa.
A decisão foi tomada pela poetisa Ana Paula Tavares, pelos escritores Nelida Piñon e António Mega Ferreira, pela presidente da Fundação José Saramago, Pilar del Río, e pela editora Guilhermina Gomes, que presidiu ao júri.
Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978, no Barreiro. Soma várias atividades: é crítico literário, tradutor, assessor de imprensa no Grupo Bertrand Círculo, editor-adjunto da revista Ler — e, claro, escritor. As Primeiras Coisas foi o seu primeiro romance e já tinha recebido três distinções: o prémio PEN Narrativa, o prémio Fernando Namora e o prémio de Livro do Ano da revista Time Out.
Além deste romance, publicou Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa, editado em 2013 pela Guerra & Paz, e Aleluia!, editado em 2015 pela Fundação Francisco Manuel dos Santos.
O Prémio Literário José Saramago foi criado pela Fundação Círculo de Leitores para celebrar a atribuição do Prémio Nobel de Literatura a José Saramago, em 1998. Com um valor de 25 mil euros, distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por um escritor com idade não superior a 35 anos.
Em 2013, o escritor angolano Ondjaki foi o distinguido pelo romance Os Transparentes. Paulo José Miranda (1999), José Luís Peixoto (2001), Adriana Lisboa (2003), Gonçalo M. Tavares (2005), Valter Hugo Mãe (2007), João Tordo (2009) e Andréa del Fuego (2011) foram os restantes vencedores.»

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Feira Internacional de Macau vai contar com mais de 150 expositores dos países lusófonos

A Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), que arranca na próxima quinta-feira, vai contar com mais de 150 expositores do universo de países de língua portuguesa, a maioria dos quais proveniente de Portugal.

José Tolentino Mendonça vence prémio literário em Itália

"O padre e escritor madeirense José Tolentino Mendonça acaba de vencer um prémio literário em Itália. Segundo a agência Ecclesia, o autor foi distinguido com o prémio 'Res Magnae 2015' com a sua obra 'A Mística do Instante'.
O prémio, acrescenta a Ecclesia, é uma distinção italiana atribuída a obras na área da ensaística.
A informação foi avançada pela Paulinas Editora, que adianta também que a entrega do prémio está marcada para o dia 19 de Novembro, em Roma. 
'A Mística do Instante', a obra agora premiada, já é vendida em Itália, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Filipina e República Chega, entre outros países."

Paris vai ser palco de colóquio sobre as artes da língua portuguesa

"Paris, 19 out (Lusa) - A delegação francesa da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, vai ser palco de um colóquio sobre as artes da língua portuguesa, quarta e quinta-feira, com criadores de diferentes áreas de produção artística.
A iniciativa vai juntar nomes como o escritor angolano Ondjaki, o português Rui Zink e o cineasta guineense Flora Gomes, entre outros. "Quisemos juntar diferentes nomes da lusofonia, diferentes individualidades da cultura e da língua portuguesa provenientes de diferentes disciplinas artísticas", explicou à Lusa Miguel Magalhães, adjunto do diretor da Gulbenkian de Paris.
O colóquio está organizado em quatro mesas redondas dedicadas à música, literatura, teatro/dança/cinema e estratégias de difusão da língua portuguesa, sendo organizado em parceria com o Programa Gulbenkian de Língua e Cultura Portuguesas, repetindo, "num formato ligeiramente diferente, um colóquio realizado no início de 2014, em Lisboa", intitulado "Criar em Português. O que pode uma língua?"."

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Novidades cinematográficas



"Suffragette é já um dos 2015 British movies, apesar de só esta semana chegar às salas londrinas mas após todo um ano de calendário político-comercial. O drama roda em torno das militantes do voto feminino no dealbar de 900 e tem o adicional de contar com Mrs Meryl Streep (three-time Holywood Academy Award winner) num brevíssimo papel da lendária Mrs Emmeline Pankhurst (1858-928). Sob a direção da Bafta's Sarah Gavron e com argumento de Mrs Abi Morgan, autora do filme The Iron Lady (2011) e ainda da série televisiva The Hour, o elenco é de luxo: Helena Bonham Carter, Brendan Gleeson, Geoff Bell, Romola Garai, Ben Whishaw, Anne-Marie Duff, Samuel West e a resoluta Carey Mulligan são alguns dos protagonistas que revivem momentos marcantes no UK do movimento Votes for Women entre os ecos dos vivos e acesos debates na House of Commons. O trailer circula online à volta do globo. Do screening que vi, gostei, da luz e fotografia aos movimentos da câmara. O sorriso chega também quando se ouve a cinevoz de Lady Thatcher/Streep a clamar o “never surrendeer, never give up the fight.” Um filme poderoso para tempos em que a superpotência norte-americana tem duas senhoras como sérias candidatas a ocupar o Oval Office de Washington DC, em tendência que progressivamente alastrará até à margem de cá do oceano. — Hmm! The right thing lasts."

FESTA NO CHIADO

19ª edição da Festa no Chiado, entre 17 e 24 de outubro, dedicada ao 70º aniversário do CNC.

"Com o tema 70 anos de Cultura. Sophia e Helena, destacamos a exposição dedicada à memória de Helena Vaz da Silva e de Sophia de Mello Breyner Andresen, ambas presidentes do CNC na 2ª metade do século XX.
Música,livros,teatro,exposições,actividades infantis, conferências, visitas guiadas e acções de rua desdobram-se em iniciativas várias para todas as idades, não apenas na sede do Centro Nacional de Cultura, mas num programa diversificado que abrange inúmeras instituições e espaços culturais desta zona." Saiba mais aqui.




segunda-feira, 19 de outubro de 2015

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Semana da Alimentação

No dia 11 de Outubro comemorou-se pela primeira vez  o Dia Mundial da Obesidade e a 16 de Outubro comemora-se  o Dia Mundial da Alimentação. Uma semana  muito intensa e celebrada no mundo da Nutrição.

O site do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) da Direção-Geral da Saúde tem vindo a tornar-se uma referência nacional para quem procura informação de qualidade sobre alimentação e nutrição em Portugal.
No dia em que a FAO celebra 70 anos e em que se comemora em todo o mundo, o Dia Mundial da Alimentação (16 de Outubro), o PNPAS associa-se a esta efeméride, reformulando o site, com edição agora também em inglês e com novas ferramentas de apoio ao cidadão e ao profissional de saúde.





quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Já ouviu falar destas bibliotecas?

Numa altura em que muito se fala de e-books ou da “exportação” de livros de bibliotecas tradicionais para a Internet, existem alguns países do mundo onde as obras literárias têm de percorrer quilómetros para chegaram às mãos de quem as lê. Neste artigo, falamos-lhe de bibliotecas alternativas, sejam elas modernas ou não.
E se a sua obra chegasse no dorso de um camelo? Ou, se em vez de visitar a biblioteca da sua cidade, tivesse de esperar por um barco? Os casos são reais e, em pleno século XXI, servem como uma forma de combater a literacia em países, onde a informação é escassa e tarda a chegar.
Se nalguns lugares as bibliotecas parecem ligeiramente atrasadas em relação ao seu tempo, noutros assistimos à implementação de novas tecnologias que revolucionam por completo o acesso à informação. Os livros deram lugar a tablets capazes de condensar todo o tipo de obras no mesmo aparelho e já nem sequer temos de nos levantar para tirar o livro da estante.
Ao longo deste artigo, percorremos o globo à procura de exemplos diferentes de bibliotecas alternativas. Independentemente do tipo ou do motivo, todas se enquadram na categoria do diferente. No fundo, apesar de serem muito díspares, há um fator comum a todas têm em comum: levar a informação a todos os que a quiserem consumir.

4 Bibliotecas alternativas de todo o mundo

Bibliotecas com tração animal

Com um longo histórico no que diz respeito à ultrapassagem de barreiras geográficas, as bibliotecas têm sido capazes de fazer com que a literatura chegasse a locais onde os livros ainda são encarados com alguma estranheza.
Na Mongólia, um homem viaja nas costas de um camelo, transportando livros infantis pelas comunidades rurais do deserto de Gobi. Por sua vez, na Indonésia, encontramos uma iniciativa semelhante, mas desta vez a cavalo.

Bibliotecas móveis do Haiti
Depois do terramoto que abalou o país no ano de 2010, a iniciativa Libraries Without Borders (Bibliotecas Sem Fronteiras) resolveu lançar a primeira biblioteca móvel do Haiti. Atualmente, existem três veículos, cada um deles a cobrir as zonas da capital, Port-au-Prince, o Departamento do Norte e o Departamento do Centro.
Na sequência do sismo, muitas bibliotecas ruíram ou fecharam. Apesar do óbvio impacto negativo da tragédia, esta foi uma oportunidade para fazer uma aposta mais forte na promoção cultural. As bibliotecas ambulantes têm uma parte infantil e outra para adultos; atualmente chegam a 6 mil pessoas, todos os meses.
  
Bibliotecas sobre a água
 As bibliotecas sobre a água são uma forma diferente de consumir literatura. Existem já várias iniciativas deste género, uma delas sobre o Tamisa, em Londres. No Laos (onde a realidade é bem diferente da metrópole britânica), mais precisamente nas nas águas do Mekong, flutua uma livraria para crianças com cerca de mil obras. O rio percorre todo o país, sendo que as crianças podem alugar livros, levá-los para casa e devolvê-los antes que o barco deixe a sua cidade.

Bibliotecas sem livros
 As bibliotecas sem livros são já uma realidade nos Estados Unidos. Em vez de prateleiras poeirentas, aqui encontramos tablets, computadores e e-readers. A primeira experiência ocorreu em San Antonio, no Texas, e apresenta como vantagens o facto de ser possível várias pessoas consultarem o mesmo livro, ao mesmo tempo.
À luz do que hoje conhecemos, podemos prever que, no futuro, as bibliotecas passem a partilhar diferentes conteúdos, tornando-os acessíveis a partir de qualquer lugar do planeta. Quem sabe, talvez um dia se construa uma base global de conhecimento que permita disponibilizar todos os livros para toda a gente.
A temática das bibliotecas improváveis foi explorada por Alex Johnson, num livro, de 2015, chamado Improbable Libraries.