quarta-feira, 27 de abril de 2016

MURO | Festival de Arte Urbana LX_2016

Este é o momento de celebração da arte urbana em Lisboa. Entre 30 de abril e 15 de maio, o Bairro Padre Cruz é o epicentro da primeira edição de Muro, festival organizado pela Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara Municipal de Lisboa que pretende consolidar o trabalho de afirmação da cidade no panorama mundial da street art.
O festival, aberto à população, envolve criadores nacionais e internacionais de grande prestígio e que reúne a intervenção artística, o debate, o trabalho comunitário e associativo, cinema, concertos, animação de rua, teatro, marionetas, bike trial, paintball, street food, entre outras.
Vhils|Pauline Foessel, Lara Seixo Rodrigues, Pariz One, Pedro Soares Neves, Miguel Negretti e Ana Vilar Bravo foram os agentes culturais ligados à arte urbana convidados pela GAU para com esta partilhar a curadoria do Festival.
O núcleo de artistas presentes nesta primeira edição é composto por nomes como Tamara Alves, Nomen, RAM, Add Fuel, Vanessa Teodoro, akaCorleone, Gonçalo MAR, entre outros. 
O Bairro Padre Cruz foi o espaço escolhido por reunir uma série de condições urbanísticas, arquitetónicas e logísticas, bem como um diversificado tecido social e massa associativa.
[veja a reportagem com os artistas na Agenda Cultural de Lisboa de maio]

http://www.agendalx.pt/sites/default/files/styles/475_255/public/field/image/sem_titulo2.png?itok=s44t5JvW

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Amanhã - Dia mundial do livro e dos direitos de autor




O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare, entre outros. A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

Bom fim de semana e boas leituras!


terça-feira, 19 de abril de 2016

De 18 a 24 de abril de 2016




Acaba de ser dada à estampa a tradução portuguesa do livro «Conquistadores – Como Portugal criou a Primeiro Império Global», lançado em língua inglesa no ano passado e agora publicado em português (Editorial Presença, 2016 - com tradução de Jorge Freire e revisão técnica de José Manuel Garcia).

terça-feira, 12 de abril de 2016

O D.Maria II está de parabéns

Uma ideia, um edifício, uma comunidade. Foi há 170 anos que o D. Maria II nasceu. 

Neste aniversário, recordamos o papel singular do Teatro Nacional na vida cultural do nosso país e, acima de tudo, fazemos curto-circuito entre o passado e o presente, porque só um teatro pode viver 170 anos sem envelhecer.

Entrada livre, sujeita à lotação dos espaços.

# Lançamentos com convidados surpresa

17h, Salão Nobre

O Impromptu de Versalhes
de Molière
tradução João Paulo Esteves da Silva
edição TNDM II / Bicho do Mato

Revista CAIS dedicada ao D. Maria II
com direção editorial de Eunice Muñoz

Teatro em cartaz - a coleção do D. Maria II,  1853-2015
autoria / coordenação editorial Lizá Ramalho, Artur Rebelo e Helena Barbosa
edição TNDM II

Rede EUNICE
Apresentação pública dos teatros selecionados para integrar a Rede EUNICE - projeto de circulação de espetáculos do D. Maria II.

# Inauguração de exposição
Átrio, 18h


Teatro em cartaz - a coleção do D. Maria II,  1853-2015
curadoria Lizá Ramalho e Artur Rebelo
# Estreia de espetáculo
Sala Garrett, 21h

O Impromptu de Versalhes
de Molière
encenação Miguel Loureiro
NOTA: Número de bilhetes limitado, disponibilizados no próprio dia, a partir das 11h, na bilheteira do D. Maria II. Limite de 2 bilhetes por pessoa, sujeito à lotação disponível. Para este dia, não se aceitam reservas de lugares.

# Danceteria Nacional
Átrio, 23h

Depois da estreia de O Impromptu de Versalhes, o átrio do D. Maria II, com o renovado Café Garrett a funcionar em pleno, transforma-se numa pista de dança onde até o busto de Garrett vai ganhar vida com os DJ's Nuno Lopes e Cpt. Luvlace.
 
Fonte:http://www.teatro-dmaria.pt

OPEN HOUSE LISBOA - Voluntariado

O Open House é um evento internacional do qual fazem parte mais de 30 cidades em todo o mundo. Em 2012 a Trienal de Arquitectura de Lisboa implementou o conceito na cidade de Lisboa, indo para a sua 5ª edição, e de acordo com os seguintes objectivos e princípios base:
- aproximar os cidadãos à arquitectura da cidade;
- dar a conhecer espaços que habitualmente não estão abertos ao público;
- organizar visitas gratuitas comentadas pelos autores ou especialistas convidados;
A organização apela a voluntários de todas as idades e ocupações que tenham facilidade de comunicar em público e também procura pessoas com gosto pelas áreas da arquitectura, arte e património, com um interesse especial por Lisboa e sua história.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Na Casa da Floresta a tabuada é música e o caderno uma obra de arte



Nesta escola os cadernos não têm linhas, os brinquedos são feitos de madeira e o almoço é lasanha de soja. A Casa Verdes Anos funciona quase como um oásis em plena Lisboa para quem procura dar aos filhos uma educação diferente da habitual. Tendo como base a pedagogia Waldorf, o dia divide-se entre a matemática, o português e as ciências, mas com espaço para costura, carpintaria e trabalho na horta.

Ainda não são nove da manhã e já se contam pelos dedos das duas mãos os miúdos que estão pendurados nas árvores. Nem a chuva miudinha desta semana os impede de aproveitar os últimos minutos antes do toque de entrada para desbravar ao ar livre as primeiras energias da manhã. Não estamos em nenhuma comunidade hippie do Alentejo, nem estas crianças são amostras de meninos da selva. Estamos, aliás, a 2,5 quilómetros de um monstro citadino chamado Colombo e a poucos metros de uma IC19 em hora de ponta.

Amadeo de Souza Cardoso: O último segredo da arte moderna

Antestreia do filme de Christophe Fonseca

A Fundação Calouste Gulbenkian vai apresentar, na próxima 4ªf, dia 13 às 18h30, a antestreia do filme Amadeo de Souza Cardoso: O último segredo da arte moderna, de Christophe Fonseca, uma co-produção internacional realizada no âmbito da exposição que o Grand Palais vai dedicar ao artista a partir do dia 20 de abril. Entrada livre.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Inauguração da Exposição “ Sob um Sol de Agulhas” de Francisco Pinheiro

A Sala de exposições da Sede do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. acolhe no dia 6 de abril de 2016, às 18h30, a inauguração da exposição de Francisco Pinheiro intitulada “Sob um Sol de Agulhas”, com Curadoria de Nuno Faria. Este evento resulta de uma parceria entre a Fundação Carmona e Costa e a Comissão Fullbright.



A Sala de exposições da Sede do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. acolhe no dia 6 de abril de 2016, às 18h30, a inauguração da exposição de Francisco Pinheiro intitulada “Sob um Sol de Agulhas”, com Curadoria de Nuno Faria. Este evento resulta de uma parceria entre a Fundação Carmona e Costa e a Comissão Fullbright.  - See more at: http://www.instituto-camoes.pt/#sthash.JxXoHRWq.dpuf

terça-feira, 5 de abril de 2016

400 anos sem Shakespeare: autor revolucionou o teatro, a linguagem e a literatura



“Ser ou não ser. Eis a questão”. “O amor é cego” - “Até tu, Brutus” - “Meu reino por um cavalo” - “Há algo de podre no reino da Dinamarca” - “Isso parece grego pra mim” - “Nem tudo o que reluz é ouro” - “O que não tem remédio, remediado está” - “Mais pra lá do que pra cá” - “Sem pregar o olho” - “Dias melhores virão”.
Você sabe quem criou essas frases e expressões tão populares?
Todas nasceram da cabeça de William Shakespeare (1565-1616) e fazem parte de diálogos de suas peças. Ele foi autor de 38 peças (entre históricas, comédias e tragédias), como Hamlet, Romeu e Julieta, Otelo, Macbeth, Sonho de Uma Noite de Verão, Ricardo III, Rei Lear, A Megera Domada, A Tempestade, entre outras. Fora dos palcos, escreveu 154 sonetos e uma variedade de outros poemas. Apesar de essas histórias terem sido escritas há séculos atrás, elas ainda são atuais e trazem temas que nos preocupam até hoje.
Shakespeare escreveu os maiores clássicos do teatro se tornou o dramaturgo mais conhecido de todos os tempos, tendo influenciado toda a produção teatral e literária que viria depois. Também é o mais encenado do mundo. Em 2016 comemoram-se os 400 anos do nascimento do bardo inglês, que morreu aos 52 anos de idade.
Mas em que contexto surgiu o dramaturgo e qual foi o seu legado?
O mundo de Shakespeare era um mundo em transição, transformado pelo Renascimento, pelas Grandes Navegações que descobriram o Novo Mundo, pelo iluminismo e heliocentrismo de Copérnico (que provou que a Terra girava em torno do Sol). Novas tecnologias apareceram e mudaram tudo, como a invenção da prensa de Gutenberg, que permitia a cópia de livros e impressos. As cidades começaram a crescer e a burguesia a florescer, resultado das atividades mercantis. Um mundo com maior presença da razão começava a ganhar força e a moldar as raízes do homem contemporâneo. Apesar disso, guerras e violência também se alastravam pela Europa, principalmente para a formação de Estados.
O período que compreende o reinado da rainha Elizabeth I (1558-1603) é considerado o auge do renascimento naquele país, com os maiores destaques para a literatura e a poesia. Nessa época, um grupo de jovens escritores começou a escrever peças e deu início ao chamado teatro elisabetano, que se tornou o principal meio de entretenimento de massa da época. Entre 1560 e 1642, mais de 50 milhões de pessoas passaram por casas de espetáculos, um número soberbo se pensarmos que a Inglaterra tinha 4,8 milhões de habitantes em 1600.
Os teatros, na época, eram amplos prédios de madeira, abertos no teto e geralmente circulares. Eles atraiam um grande público, que se distribuía em bancos ao redor do palco. No teatro elizabetano, os autores exploraram novos gêneros como as comédias românticas e as tragicomédias. O teatro começou a disseminar a mudanças de costumes. Algumas companhias realizavam turnês pelo interior, levando os espetáculos, recheados de críticas sociais, para públicos que viviam longe das grandes cidades, divulgando novas ideias e aumentando o interesse popular pela arte.
Filho de um rico comerciante, em 1591, o jovem William Shakespeare decidiu sair da cidadezinha de Stratford-upon-Avon e se mudou para Londres. Não se sabe ao certo como começou a carreira. Tornou-se ator, escreveu peças e virou diretor do Teatro Globe, o mais prestigiado da capital. Sua trupe era considerada a número 1 da cidade e se apresentava para todo tipo de plateia, conseguindo entreter ao mesmo tempo os nobres e o povo. O dramaturgo assimilou o que já havia sido feito e impulsionou sua criação em uma grande variedade de gêneros, como o drama histórico e a comédia romântica.
A Idade Moderna tirou Deus do centro do universo e colocou o homem em seu lugar. Uma das características do Renascimento é o individualismo, que se transformou em otimismo, na medida em que ampliou a crença nas próprias potencialidades do homem e em um espírito de aventura intelectual e artística.
Segundo o crítico literário Harold Bloom, as criações do dramaturgo expressaram o conhecimento e o espírito da época moderna, que definiu a condição humana como entendemos hoje. Em Shakespeare, o homem é o responsável pela construção do próprio destino. Os personagens deixam de ser guiados pelo sobrenatural e assumem uma atitude crítica diante de suas vidas.
Bloom escreve: “Antes de Shakespeare, os personagens literários são, relativamente, imutáveis. Homens e mulheres são representados, envelhecendo e morrendo, mas não se desenvolvem a partir de alterações interiores, e sim em decorrência de seu relacionamento com os deuses. Em Shakespeare, os personagens não se revelam, mas se desenvolvem, e o fazem porque têm a capacidade de se autorrecriarem. Às vezes, isso ocorre porque, involuntariamente, escutam a própria voz, falando consigo mesmos ou com terceiros”.
A dramaturgia shakespeariana é conhecida por sua extensa galeria de personagens emblemáticos e todas as idades como Hamlet, Ofélia, Otelo, Iago, Cleópatra, Rei Lear, Macbeth, Desdêmona, Rosalinda, entre outros. Shakespeare criou mais de mil personagens, muitos são dotados de uma dimensão interior nunca vista antes nas histórias. Suas peças destacam-se pela profundidade filosófica e metafísica e pela complexa caracterização dos personagens. Segundo Bloom, esses fortes personagens são exemplos extraordinários não apenas de geração de significado, em lugar de sua mera repetição, como, também, de criação de novas formas de consciência.
A paixão mortal de Romeu e Julieta, que queriam se casar por amor e não por interesses (diferente dos costumes da Idade Média), o ciúme cego do mouro Otelo, que acaba destruído por esse sentimento doentio, a ambição de Macbeth, que assassina o rei para assumir o trono e a tragédia de Rei Lear, monarca que acaba por perceber que o poder é transitório. Esses conflitos podem ser encontrados em filmes e novelas da atualidade.
Seus personagens vão do desespero à felicidade, em tramas que falam de amor, loucura, guerra, disputa pelo poder, política, liberdade, amizade e paixão. "As coisas em si mesmas não são nem boas nem más. É o pensamento que as torna desse ou daquele jeito”, escreve Shakespeare.
Ele criou alguns dos primeiros anti-heróis da literatura, protagonistas que não possuem vocação heroica, tem um quê de malvado, podendo realizar a justiça por motivações egoístas, mas que contam com a empatia do público.
Uma das obras mais estudadas é Hamlet. Na trama, o príncipe da Dinamarca vive feliz, bajulado pelos amigos e pela corte. Quando recebe a visita do fantasma de seu pai, morto poucos dias antes, descobre que o tio – agora casado com sua mãe e dono do trono – é o assassino. A traição o deixa atormentado e Hamlet passa a questionar o valor da vida e questiona o dilema de vingar ou não o pai. Mas ele ficou paralisado pelo conhecimento de uma verdade profunda. A reflexão sobrepõe à ação, algo impensável na literatura até então.
“Ser ou não ser, eis a questão”, diz Hamlet, no ponto alto da peça. Muitos críticos entendem que essa frase simboliza o espírito existencialista do homem. Hamlet também provocou o interesse de Sigmund Freud, que o estudou sob a luz da psicanálise. “O conflito em Hamlet está tão eficazmente oculto que coube a mim desenterrá-lo”, escreve Freud em uma carta a um amigo.
Em se tratando de invenção, Shakespeare também foi um grande inventor de palavras. Ele inovou na linguagem ao introduzir palavras novas na língua inglesa, adaptar palavras de dialetos locais e usar várias formas da linguagem popular. Shakespeare usava um vocabulário muito vasto.
Naquele tempo, a língua inglesa ainda estava em formação e contava com cerca de 150 mil palavras. Em 1605, na Biblioteca de Oxford, entre os 6 mil volumes apenas 36 livros eram inglês. O dramaturgo usou em seus textos quase 20 mil palavras e criou mais de três mil novas termos. A linguagem estava sendo cunhada dentro do teatro. Hoje Shakespeare é considerado o maior escritor da língua inglesa.
Retirado de:

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Bom fim-de-semana com boas leituras


Curiosidades

O Dia das Mentira surgiu no século XVI, quando o calendário Gregoriano foi adoptado e a comemoração do Ano Novo passou para o dia 1 de Janeiro. Anteriormente festas de ano novo duravam uma semana e terminavam no dia 1 de Abril. As pessoas demoram a habituar-se  à  troca da passagem de ano e muitas ainda achavam que o Ano Novo era no dia 1º de Abril. Ficaram assim chamados de "tolos de Abril", elas eram ví­timas do Dia da Mentira: recebiam convites para festas que não existiam, cartões e presentes estranhos.

Festa do Cinema Italiano

De 30 de março a 7 de abril, Lisboa recebe a 8 ½ - Festa do Cinema Italiano. São 40 filmes, parte deles em antestreia nacional, e toda uma programação paralela que compreende a literatura, a música, as artes e a gastronomia italiana. Para que não se perca, selecionámos alguns dos momentos altos desta nona edição.

8  ½: A VIAGEM DE FELLINI
A obra-prima de Federico Fellini, 8 ½ está de regresso ao grande ecrã numa cópia nova restaurada. Filme incontornável do património cinematográfico italiano, esta saudada reposição numa sala dos Cinema UCI El Corte Inglés vem acompanhada de uma exposição que reúne fotos de cena da autoria de Gideon Bachmann. Na sessão de 31 de maio, às 21h45, o filme será apresentado por Gianfranco Angelucci, amigo pessoal e colaborador ao longo de mais de 20 anos do grande cineasta. A exposição está patente até 7 de abril em vários locais, nomeadamente no El Corte Inglès, Cinema São Jorge, lojas FNAC e Instituto Italiano de Cultura.

LEA
Apesar de uma já longa carreira, foi no início deste século que o nome de Marco Tullio Giordana se tornou conhecido do público português devido ao sucesso de A Melhor Juventude, um épico drama realista exibido em dois volumes no já extinto Cinema King. Em Lea, filme produzido para a televisão, Tullio Giordana propõe um olhar sobre o crime organizado através da história verídica de Lea Garofalo, uma mulher que, para dar um rumo diferente à vida da filha, denuncia a própria família.
Cinema São Jorge | 31 de março, às 21h30, e 3 de abril, às 21h.

NESSUNO SI SALVA DA SOLO
A par de ser um dos mais reconhecido atores do cinema italiano, Sergio Castellito tem-se revelado um talentoso realizador. Nessuno si salva da solo, o seu mais recente trabalho, é o intenso drama de  um casal separado há pouco tempo com dois filhos. Durante um jantar, tentam juntar as peças de uma relação despedaçada que em tempos foi também uma história de amor. O realizador estará presente na sessão de 1 de abril.
Cinema São Jorge | 1 de abril, às 21h30, e 4 de abril, às 22h.

SANGUE DEL MIO SANGUE
O mais recente filme de Marco Bellocchio, um dos últimos grandes mestres do cinema italiano, conta a história de Federico, um jovem cavalheiro do século XVII, que se deixa seduzir pela freira Benedetta, que antes levara à perdição o seu gémeo. Benedetta pagará pela ousadia, sendo enterrada viva. Séculos mais tarde, a história presta-se a ser revivida.
UCI – El Corte Inglés | 1 de abril, às 21h45, e 4 de abril, às 19h15.

HOMENAGEM A ETTORE SCOLA
Nome maior do cinema, Ettore Scola faleceu no início do ano, legando alguns dos filmes italianos mais aclamados das últimas décadas. Nesta retrospetiva (realizada em parceria com a Cinemateca Portuguesa) da obra do cineasta são exibidos os seus filmes mais conhecidos, como Feios, Porcos e Maus, Tão Amigos que nós Éramos, O Baile e Um Dia Inesquecível, mas também outros em que Scola trabalhou como argumentista, como a obra-prima de Dino Risi Ultrapassagem. Em complemento à merecida homenagem, a Cinemateca apresenta o inédito Ridendo e Scherzando – Ritratti di un regista all’italiana, um emocionante documentário dirigido pelas filhas Paola e Silvia Scola.

PINOCCHIO
O personagem criado por Carlo Collodi é uma verdadeira instituição italiana no mundo e, no espaço dedicado aos mais jovens, a Festa não poderia deixar de apresentar a mais recente versão do clássico, dirigida por Enzo D’Alò e desenhada pelo reputado Lorenzo Mattotti. Nesta odisseia do boneco de madeira que se queria tornar um menino de verdade, a música é de Lucio Dalla.
Cinema São Jorge | 2 de abril, às 15h30.



CINE-JANTAR COM ‘A GRANDE BELEZA’
É já um dos momentos mais esperados da Festa. Aliada à sétima arte, a gastronomia. Nesta edição, a uma deliciosa pizza mezzogiorno ou a uma suculenta lasanha, junta-se A Grande Beleza, o aclamado e premiado filme de Paolo Sorrentino. Para sobremesa, sugerimos um irresistível tiramisu.
Mercado de Santa Clara | 3 de abril, a partir das 19h.



MERGULHO PROFUNDO
Antecipando a estreia nacional a 7 de abril, a Festa apresenta o novo filme de Luca Guadagnino, autor do excelente Eu sou o Amor. Com Tilda Swinton no papel principal, trata-se de um remake de A Piscina, com Romy Schneider e Alain Delon, carregado de sexo, rock’n’roll e humor “que deflagra em violência debaixo do sol do Mediterrâneo”.
UCI – El Corte Inglés | 3 de abril, às 21h45.



FIRENZE E GLI UFFIZI
Imagine Botticelli, Leonardo, Masaccio e Michelangelo juntos na mesma tela. O documentário de Luca Vioto consegue-o, propondo ao espetador uma viagem multidimensional e multissensorial, com a mais recente tecnologia 3D e 4K, a Florença e ao Renascimento. Uma experiência memorável narrada por Lourenço, o Magnifíco, interpretado pelo ator britânico Simon Merrells.
UCI – El Corte Inglés | 6 de abril, às 21h45, e 7 de abril, às 19h15.
[por Frederico Bernardino]